Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

Espírito BHR – O Pilar do BH Rugby

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby | 4 comentários


O PILAR DO BH RUGBY

Por: Daniel Alejandro Marolla
Edição: Luiz Fernando Moura e Castro

Impa (Jorge Gabriel Imparato) não é apenas o pilar pela sua posição em campo, ele é o pilar da nossa instituição porque, após terem feito os alicerces, apareceu ele para ser a coluna principal da estrutura. Ele é quem está nos treinos, com sol de rachar, com chuva, com frio, com vontade, com preguiça… Ele segurou o time quando parecia que iria acabar, quando os compromissos não deixavam quase ninguém treinar. Ai estava Jorgito, firme, dando o treino, para dois, cinco ou cem atletas, sendo político e mediador nos problemas interpessoais dos integrantes.

Um amante incondicional do Rugby, mais um menino que deu quase uma vida por este esporte. Um privilegiado, pois ganhou plena confiança, respeito, admiração e a amizade de todos. Admirado em qualquer campo e respeitado por todos os adversários… Um touro na hora de levar o time para frente, um doido na hora de brincar, e um Amigo (com A maiúsculo) na hora de te levantar do chão.

Final de um treino no 12ºBI

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Imparato é um menino gigante, com um coração incansável, com uma paixão pelo próximo que nem ele conhece, um homem que com sua entrega, deixa todos desconcertados, ninguém compreende como alguém pode dar tanto por nada. Mas tudo isso que o mundo enxergar como nada, é muito para quem foi criado, pela graça de Deus, dentro de uma cultura que valoriza a amizade, o trabalho em grupo, o trabalho social e a paixão por se sentir parte de um sonho comum…

Este é o Head-Coach, companheiro e amigo do Belo Horizonte Rugby.

A que idade você começou a jogar Rugby?

Aos nove anos, no S.I.T.A.S., no Palomar, Província de Buenos Aires.

Jorge no S.I.T.A.S


Como você chegou a Belo Horizonte?

Minha esposa é daqui, eu a conheci em Porto Seguro, BA e vim atrás dela.

E no BH Rugby…? Como você ficou sabendo da sua existência?

Embora ninguém acredite, foi pela Internet… (risos) Era a Copa do Mundo de 2003, eu nem sabia que existia Rugby no Brasil, escutava mensagens de pessoas nas transmissões, ai comecei a pesquisar na Internet e achei o BH Rugby e comecei em 2004. O primeiro contato foi com Igor Konovaloff pelo telefone, e quando cheguei no treino me recebeu Manuel Schiaffino, que era o treinador.

No S.I.T.A.S. o Sr. foi só jogador?

Não, não, também fui treinador lá… a partir dos 15 anos até os 23 aproximadamente. Aos 15 anos treinava meninos de 13 anos. No clube estavam precisando demais de treinadores, e eu me coloquei a disposição sem problemas. Não lembro muito bem, acho que eu era da 4ª divisão e eles eram tipo 7ª.

Treinador das categorias de base de S.I.T.A.S. (segundo em pé da esquerda)

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Que satisfações te deu o Rugby pelo S.I.T.A.S.?

Várias coisas… Títulos, milhões de amigos e me formar como homem. Como treinador consegui devolver o que o clube tinha me ensinado.

Conta pra nós o que significa Rugby para o Sr.?

É um estilo de vida… simplesmente isso. É o que aprendi desde moleque, são os fundamentos que utilizei sempre na vida, e acho que sempre me dei bem, alguma que outra escorregada, normal, como todo mundo (risos)… mas, em geral, sempre me dei muito bem com esses fundamentos, e para mim é isso mesmo, um estilo de vida.

Defina um pouco o que é o “Espirito do Rugby”.

Companheirismo, respeito, e só isso… O resto é um jogo, e jogo é como qualquer outro. O que te ensinam é a ser amigo, a respeitar ao adversário, ao árbitro… Tudo, tudo o que envolve o jogo. Pra mim a base é o companheirismo e o respeito.

Primeira conquista de um lugar na elite do Rugby brasileiro – Salvador 13/10/2007

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E o que te deu o BH Rugby?

Até agora nenhum tostão… (risos) Não! A oportunidade de voltar a praticar o esporte que já tinha largado… E me sentir legal, num país que não é o meu. Após também conseguimos títulos, um milhão e meio de amigos novos, os quais não tinha aqui, e pelo meu jeito de ser com certeza não teria conseguido em outro lugar. Só isso!

Como o head-coach do BH Rugby, e como o pilar desta instituição, o que você recomenda aos moleques que vêm chegando?!

Que para jogar, tem que se sacrificar muito, e tem que estar em todos os treinos, que é o que eu aprendi, e por isto é o que predico. E para algum dia me poder substituir, tem que correr muito atrás…


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Como podemos ler na suas palavras, este homem, se coloca dentro do Rugby como um amigo, simplesmente isso, amizade e respeito, é isso o que aprendeu desde menino, e amizade e respeito é o que prega. Sua, alegria, às vezes incompreendida, o torna um líder diferente, brincalhão, sorridente, um educador incansável. Embora tenha um gesto durão, mede cada milímetro das palavras para não ferir ninguém, e para manter a harmonia do grupo. Muito serio na hora de trabalhar e o primeiro na hora de brincar, é um amigo incondicional.

Imparato nasceu em Buenos Aires, se criou dentro do clube S.I.T.A.S., mas hoje é por nós considerado, cidadão honorável da nação beagarugbense.

Depoimentos:

“Jorge é uma das minhas referências no Rugby. Sempre divertido e brincalhão, mas muito sério, dedicado e exigente quando necessário. Admiro isso em uma pessoa, em ter o comportamento certo nas horas certas, comportamento de um “rugbier” que o Jorge transmitiu e certamente transmite para todos. A sinceridade é marca registrada dele: quando era preciso chamar a minha atenção propriamente, me chamava e falava o que precisava ser falado. Sabia dos limites de cada atleta, sabia até onde podia contar com ele e exigia este limite. Um ótimo líder e exemplo para todos como pai, profissional e “rugbier”. Dentro do campo, Jorge é de poucas palavras. Diz apenas o necessário, sem se esquecer do respeito e compromisso para com os seus companheiros e adversários.
Obrigado, Jorge.”

Virgílio “Jaú” Franceschi

Gerente de Comunicação CBRu

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Jorge e Ariel, treinador do time feminino do BH Rugby (Foto Maíra Vieira)

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“Jorge, aos poucos, mas muito rápido passou de ser meu treinador de Rugby a grande Amigo. Em pouco tempo já confiava a mim uma posição na “familia”. Hoje já não sei o que é Rugby sem ele e muito menos amizade sem pensar no “gordito”. Com certeza ele é, não só no Rugby, mas pra qualquer situação, um segundo Pai para mim.”

Bernardo “Palhaço” Faccion

Atleta BH Rugby

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“O Jorge foi o meu segundo treinador no clube, com ele aprendi muito, aprendi não só minha base técnica, como sobre o espírito do rugby: disciplina, respeito, confiança, amizade e tantas outras coisas. Quando eu achava que não dava conta, ele tava lá para me mostrar que eu podia muito mais do que imaginava. Acho que foi graças a ele e ao rugby que muitas coisas mudaram na minha vida, para melhor. Por isso, mesmo alguns anos depois de ele deixar de ser meu treinador, eu ainda considero a palavra dele inquestionável, se ele mandar eu pular em um buraco escuro, eu faço. – só para dar uma idéia do tanto que eu confio nele! Obrigada pelos ensinamentos e pelas risadas de sempre.”

Rita Carvalho

Atleta BH Rugby

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“O mais importante é sempre ir para adiante”

EM by Luiz Castro | Rugby Internacional | 2 comentários

Tradução: Alejandro Marolla e Luiz Fernando Moura e Castro 

Elias Collado era um garoto como qualquer um, até que um dia ele sofreu um acidente que mudou completamente o rumo da sua vida. A poucos dias de fazer nove anos, tiveram que lhe amputar parte do seu braço direito, devido ao uso indevido de fogos de artifício. Naquele março de 1989 começava seu 3º ano do primeiro grau e agora reconhece que “pela sábia decisão da minha família comecei normalmente, tive que aprender a escrever e me desenvolver do zero. Eu era destro, o que significou muito trabalho para voltar a escrever. “ 

Atualmente tem 29 anos, estuda direito e trabalha em uma promotoria penal. Ele vive poupando para gastar o seu dinheiro viajando, foi duas vezes à Europa, percorreu vários países da América e em janeiro deste ano esteve na Ásia visitando Índia, Tailândia, Vietnã e um pouco da Malásia. 

O melhor desta história é que Elias é um exemplo de superação absoluta, pois apesar das adversidades, decidiu se tornar um jogador de rugby. E assim, a partir de seus 13 anos, joga no clube Curupaytí, de Hurlingham (Buenos Aires, Argentina). Ele reconhece que a vida não voltou a ser normal, mas também não foi algo terrível. Se denomina como “diferente”, mas faze tudo o que as pessoas “normais” fazem. Segundo suas próprias palavras: “Até sou jogador de rugby, ha, ha”

Por gentileza da Srta. Mariana Chapotot lhes apresentamos esta história de vida para refletir e dizer que sempre podemos ir adiante. Só depende de nós.

 

Com que idade você começou a jogar rugby e por quê?

Comecei aos 13 anos porque o meu irmão mais velho jogava na escola. Mas quando eu tinha a idade para começar a jogar na minha escola já não tinha mais rugby. Então, por meio de um colega que já jogava em “Curupa”, fomos para o clube.

Os meninos, geralmente, tendem a ser cruéis. Você se sentia discriminado quando entrou no clube?

Realmente nunca senti nada parecido com a discriminação. Eu aprendi a jogar como todos os meninos da minha idade, e era mais um, nem o melhor, nem o pior. E comecei a lutar, como todos, a lutar por meu lugar e, com muito esforço e sacrifício, consegui. Joguei todos os campeonatos juvenis de fullback e na M-19 comecei a jogar de terceira linha. Acho que virei meio carroça.

Você se lembra como foi o seu primeiro treino e seu primeiro jogo?

Meu primeiro treino me pareceu super curto, foi tudo tão divertido, e o ambiente era ótimo. Estava com alguns amigos da escola, além de tudo, no outro sábado teríamos jogo e… Nossa!, na sexta-feira me colocaram no time, estreei em Curupa contra o Caranchos de Rosario. E como quase todos os que chegamos ao Rugby, joguei de wing. Nunca vou me esquecer, além de mais, estreei perdendo.

Não te deu medo pensar em jogar rugby sendo “diferente”?

Acho que a chave é que nunca me senti diferente, é mérito da minha família, que nunca me fizeram sentir assim. O medo que eu tinha era o normal, aquele que  todos tem.

Como foi sua estréia na primeira equipe? 
Foi um 12 de outubro com GEBA pela “Reubicación”. Foi bem emocionante para mim, pesava 72 kg, muito pouco para a minha posição. Foi um jogo muito duro que perdemos por um ponto, eu nunca vou esquecer o que senti. Foi a coroação de muitíssimos anos de treinamento, sacrifício e dedicação. Já era capitão da intermédia a duas temporadas e ficava sempre como substituto da Primeira. Por isto, para mim, foi como atingir “o objetivo” e assim cumprir o sonho de todo jogador de rúgbi, entrar na Primeira de seu clube.

Como é a sensação de ter a distinção de capitão e ser o referente do grupo? 
Fui o capitão da Intermédia por dois anos e meio. Acho que foram vários fatores: em primeiro lugar, tínhamos um grande grupo; estávamos todos desesperados para jogar na Primeira, fazendo com que cada um tentasse dar o máximo a cada jogo. Foi uma honra enorme, mas tinha que reforçá-la a cada partida com tackles e muito jogo…

Você sente que dá alguma vantagem ao adversário, em algum aspecto do jogo? 
Acredito que não. Mas se me atacam pelo ombro ruim os tackleio mais ou menos. Mas pelo lado bom, os desmonto (risos). 

Os teus colegas te “protegem” ou já estão acostumados e no campo você é mais um? 
Acho que dentro do campo todos nos cuidamos um pouco. Mas eu faço mais o estilo de quem protege do que o protegido (risos).

Você conhece a Nicolás Pueta, o menino que joga rugby em uma perna no clube San Andrés?
Conheço sua história e o vi jogando várias vezes. Nós nunca jogamos contra.

Qual é a sua opinião?
Eu acho ele um gênio, um exemplo de verdade. A sua deficiência é um verdadeiro impedimento. Meu problema, perto ao dele, é apenas um detalhe. Ele luta até a morte e merecem todo o meu respeito, como o respeito de todos os jogadores. Além disso, há alguns anos, foi nomeado embaixador do IRB e fiquei muito feliz. Ele merece esse reconhecimento.

Quais são seus teus objetivos no esporte e para teu clube?

Deus queira que possamos ver a Curupa jogar nas divisões mais acima nos próximos anos. Pessoalmente quero treinar um pouco mais intensamente para a próxima temporada. Minha idéia é jogar rugby durante vários anos ainda.

O rúgbi mudou sua vida de algum jeito? Como?
O rugby ensina que você sempre tem que ir adiante, aconteça o que acontecer. Te ensina que é melhor perder jogando com os amigos, do que ganhar jogando com estranhos. Te ensina que para avançar as vezes temos que retroceder um pouco, mas só para ganhar impulso. E, acima de tudo, nos ensina que você pode cair mil vezes, mas você tem que se levantar mil e uma.

Dois exemplos de vida

Nicolás Pueta, diferentemente de Elias, nasceu com malformação congênita: uma deficiência focal proxima do fêmur. É por isso que tem a perna esquerda mais curta que a direita. Mas, como Elias, nada o impediu de realizar seu maior desejo: ser um jogador de rugby. Foi assim que desde seus 15 anos ele joga rugby no clube San Adrés. Dois exemplos de vida e superação.

 

Por: Mariana Chapotot
[email protected]
www.rugbyshow.net

 

Espírito BHR – A Origem: Igor Konovaloff

EM by Luiz Castro | BH Rugby | 4 comentários

As publicações que veremos na seção Espírito BHR, não são simplesmente reportagens. Tentaremos com estas reviver e manter viva a curta e, mesmo assim, vasta história do nosso Clube. Particularmente acredito que para manter uma identidade, temos que valorizar nossos jogadores pioneiros e nossos modelos.
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O scrum como filosofia de jogo

EM by Luiz Castro | Rugby Brasil | Comente  

    “O scrum junto com o tackle são dois aspectos distintivos do jogo do rugby. Na filosofia do San Isidro Clube, o scrum é a base do jogo dos atacantes, é o ponto de partida para a construção de um pack e um meio ideal para conseguir a disciplina individual e de conjunto dos forwards. Deve ficar bem claro que o scrum é um meio e não um fim em si mesmo, onde todos os atacantes aprendem a atuar em conjunto ao serviço da equipe. É muito importante a obtenção da bola nesta formação, mas ainda mais importante é ganhar a batalha psicológica que se propõe cada vez que dois packs entram em contato para disputar um scrum.” 

   Pelos treinadores argentinos Juan José Angelillo e Horacio De Martini  

  

foto: Mayra

 

 Para saber um pouco mais sobre a filosofia do scrum, podemos dar uma olhada no pensamento desses dois treinadores:  

 

  JUAN JOSÉ ANGELILLO 

  Hooker que começou no do San Isidro Clube (SIC) em 1984, prolongando sua atuação até fins da década do ’90, também integrou o selecionado de Buenos Aires e Los Pumas.  

  Devemos entender que a formação (o scrum) é só a ponta do icebergue, a formação é o que se vê, mas por trás disto existe todo um espírito de jogo, uma forma de fazer as coisas que vão além da simples formação, mas que fazem o jogo em seu conjunto, fazem o rugby, formatam uma maneira de encarar cada desafio.  

  Não é o aspecto formal o relevante do scrum, quando o SIC começou com esta filosofia muitos clubes, especialmente do interior, tentaram copiar o que nós fazíamos, desde o aspecto técnico, a posição do corpo, a posição das pernas, o empurrar de modo coordenado, a “abaixadinha” etc. Marcou-se muito a técnica e as formas, mas não conseguiram ver que por trás da formação existe toda uma cultura.  

  Existem elementos que com o convencimento se transformam em crenças muito difíceis de enfrentar: Fé + Confiança + Atitude, transformam-se num círculo virtuoso que melhora o treinamento e conseqüentemente o jogo, e não só melhoramos tecnicamente o scrum como um grupo mas também em seus subgrupos (primeira linha, segunda linha, terceira linha, eixo esquerdo, eixo direito, eixo central).  

  Começamos a compreender e aplicar aspectos que não têm a ver com a técnica mas fazem parte do todo, aprendemos a respeito da solidariedade, aprendemos a respeito da comunicação, aprendemos a respeito do pack como conjunto de jogadores que lutam por um objetivo comum.  

  Esta cultura promove valores que são aplicados em qualquer aspecto de nossas vidas; valores de concentração, de visualização, de comunicação; promovendo a atitude de antecipar-se ao que vai acontecer para estar preparado e alerta antes que as coisas sucedam.  

  O primeiro que se ensina do scrum, são coisas que não têm a ver com ele, como por exemplo ter a indumentária apropriada para a prática, desde a camiseta até as chuteiras, e desde o calção até as travas apropriadas.  

  E tudo isto repercute diretamente na performance que teremos depois diante das condições de adversidade da partida, mas não é tudo. De fato, num jogo, quando temos uma situação de scrum, a equipe do SIC começa a se posicionar bem antes, fazendo com que a cultura e a crenças, bem como nossa filosofia e nossos valores surjam espontaneamente; visualizamos com antecipação o que vai ocorrer, e são oito vontades que conhecem à perfeição qual é sua responsabilidade e tarefa. Dessa forma convergimos para um melhor desenvolvimento.  

  No SIC ensinamos princípios e valores que vão ser utilizados durante toda a partida e em todas as situações que ocorram. Com estes princípios e valores podemos compreender coisas que de outra maneira seria impossível. Compreendemos que quando um jogador está tecnicamente abaixo do pack, todos os fowars sofrem, e quando o pack sofre o Time sofre.  

  Tudo é simples mas necessário, os detalhes fazem ao diferença no scrum.  

  Temos a cultura do detalhe, da atitude, da predisposição, do ânimo.  

  O scrum tem a particularidade de fazer crescer estes valores, e os jogadores melhoram sua atitude, isso os leva a melhorar as equipes. Obviamente, quando melhoram as equipes melhoram as categorias de base e assim conseqüentemente conseguimos melhorar o jogo do clube todo. Tudo isso apontando ao crescimento e a educação, e o SIC é um clube que cresceu a partir de seus jogadores e a partir da educação.  

  Partindo de tudo o que falamos é que podemos começar a falar da técnica do scrum. Sem compreender o antes mencionado, só temos uma parte de toda esta cultura. Recordo que jogando no selecionado de Buenos Aires, tocava-nos jogar com Tucumán em campo do CASI. Ali um dos segundas linhas era Brian Anthony, ainda jogador de San Andrés. Enquanto estávamos no vestiário notei que as travas de Brian não eram ideais para o estado do campo, eram boas travas mas não para essa partida. Então lhe pedi que mudasse as travas, e assim o fez. Durante um longo momento estivemos a 5 metros do nosso in-goal, defendendo o que parecia uma iminente derrota. Num momento, já terminando a partida, sancionam um scrum a favor de Tucumán que tinha um pack poderoso, … e o ganhamos. Conclusão: se Brian não tivesse mudado essas travas, teriamos terminado espalhados dentro do nosso in-goal. Por isso dizemos que os detalhes são os que desenvolvem nossa cultura. Chegar a tempo, estar atenciosos, concentrados, com a indumentária correta, com predisposição, com atitude, com espírito de ajuda, são detalhes que marcam a diferença no final. Não é a técnica que marca a diferença mas “como” fazemos as coisas.  

 “No momento que achamos que a temos (a bola) a perdemos”, isto nos ensina a cultura do SIC. O conceito é saber que nunca estamos perfeitos, sempre há mais,… no SIC culturalmente nunca ficamos quietos. 

  Obviamente o que tem que ficar claro para poder ser transmitido é o “por que” das coisas. A explicação pedagógica de hoje deve incluir o sentido, o por que. Caso contrário não atinge, não soma, não educa. Não se pode ensinar mística senão com uma mensagem clara e convincente. Filosofia e jogo deveriam ser uma coisa só. 

  Hoje é necessário fazer uma síntese entre Valores, Cultura, Princípios e Técnica. 

 HORACIO DE MARTINI 

 Ex jogador do plantel superior durante a década do ’60, treinador de equipes juvenis e da primeira equipe junto com Dom Catamarca Ocampo e Veco Villegas na década do ’70. Participou da primeira mudança do San Isidro Clube (SIC) e foi membro do plantel que viajou a África do Sul convidado pelo rugby desse país nos início dos anos ’70. Membro da Comissão Diretiva do SIC e exitoso homem de família e negócios. 

Nós chegávamos ao clube e sabíamos que quem nos dirigia, cuidava de nós. Convivíamos com os fundadores do SIC que nos diziam que este era o melhor clube do mundo. Tinha um princípio de amizade muito profundo. 

 O SIC não tinha uma escola ortodoxa de rugby, o único que estava claro era que os Fowards deviam conseguir a bola e os Backs correr com ela. Até que se decidiu trazer a Dom Francisco Ocampo que já tinha passado por outros clubes ( Obras, Olivos, San Fernando, Liceo ), mas nunca encontrou matéria prima para desenvolver sua famosa técnica de Scrum. E no SIC encontrou, encontrou bons jogadores, inteligentes e com fome de melhorar. E ali começamos a aprender esta cultura, esta filosofia, esta forma de fazer as coisas. Dom Catamarca era um filosofo que não só ensinava técnica de Scrum, como também tudo relacionado aos valores e princípios. Ali aprendemos dois aspectos básicos: 

  • Aprendemos graficamente que o scrum devia ser um único dorso (costas).
  • Aprendemos que a flexão devia ser homogênea.

 Um ponto importante era que tudo isto funcionava apenas se existia concentração e isto significa que tanto o adversário como o juiz, não existiam. Não se falava com o árbitro, nem se discutia com o adversário, nem podia ter má condutas para garantir a concentração. E com o tempo isto chegou a ser um caráter distintivo das equipes do SIC, sua disciplina e concentração. Este pequeno detalhe fez com que muitas equipes do SIC sejam consideradas um exemplo a copiar.

 Poderão mudar as épocas e os tempos, mas o que nunca vamos permitir é que se alterem os valores principais deste clube.

 Princípios do treinador do SIC

   A) Liderança. Ser líder da divisão que me tocar

   B) Capacitação. Devemos estar à vanguarda do conhecimento

   C) Assumir riscos para o melhoria da equipe

 Esperamos que isto nos possa servir para melhorar a qualidade de nosso jogo e por suposto para criar mais e melhores homens de rugby de bem.

scrum do BH Rugby na final do 1º Campeonato Mineiro – 2010 Foto: Mayra

  

 Tradução do castelhano ao Português Daniel Alejandro Marolla   

 Edição Luiz Fernando Castro   

 Belo Horizonte Rugby Clube

Feliz dia do Rugby

EM by Luiz Castro | Rugby Brasil | Comente  

FELIZ DIA DO RUGBY

Por Alejandro “Cabeção” Marolla

O criador deste evento foi o professor, músico e dentista argentino Enrique Febbraro, depois que os astronautas Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins pousaram na lua, em 20 de julho de 1969. Para este amigo argentino, o acontecimento deveria ser também uma modo de fazer novos amigos em outras partes do nosso planeta. “Aquele dia”, disse Febbraro, estávamos todos pendentes da sorte dos três astronautas. Eramos seus amigos e eles amigos do universo”.

Como você faz um amigo? Onde se acha um?

O professor comentou que em toda parte: no bar, no escritório, em outra cidade do país, ao virar a esquina, na internet, viajando, entre animais e plantas, ou no mundo das idéias. É necessário apenas a vontade de amar, escutar, compreender, se abrir, sentir prazer de compartilhar a sua felicidade e para acompanhá-lo em sua tristeza.
Como se conhece um amigo? “É fácil, porque você não o vê, o sente”, disse o nosso amigo Febbraro. Ele também disse: “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu colega. Ele me ensina, eu ensino ele.”

Foto Maíra Vieira

Nosso esporte é um culto a este milagre chamado “Amizade”… Como bem fala o Professor Febbraro, amizade é um negocio de informações e sentimentos que vão e voltam… que a gente compartilha.

No nosso clube fazemos um culto a isto, pois para nós Rugby é amizade, e camaradagem, é cumplicidade, e fundamentalmente é respeito.

Uma vez escutei uma frase que fala tudo: “Amigo não é aquele que nunca fica bravo conosco, que não bate boca… Amigo é aquele que sabe nos perdoar”… E isto é o que a gente aprende a fazer a cada jogo, a cada treino… Perdoar uns aos outros, saber que quando um amigo erra, todos juntos corremos atrás do prejuízo… porque amigo se sente nessa hora… quando você mais necessita.

Obrigado por me deixarem ser parte de esta grande família chamada Rugby e por serem meus amigos.

FELIZ DIA DO RUGBY PARA TODOS!!!


Foto Maíra Vieira