Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

BH Rugby é derrotado pelo Federal Rugby

EM by Luiz Castro | BH Rugby | 4 comentários

BH Rugby é derrotado pelo Federal Rugby

e atrasa a chance de subir

Em uma tarde de muito sol na capital mineira o BH Rugby enfrentou o Federal Rugby diante de sua torcida, no campo da PUC Minas, pela semi-final da copa do Brasil. O placar final foi de 10 X 5 para o Federal Rugby, adiando o acesso para a primeira divisão do time mineiro, obrigando-o a disputar mais dois jogos para tentar a ascensão.

Foi um jogo duro, de muitos scrums e line outs. Aos quinze minutos do primeiro tempo, a formação paulista converteu um penal, com um chute bem colocado do centro  Tomas Van Gendener, abrindo uma vantagem de 3 pontos no placar. O jogo seguiu equilibrado até que o Federal conseguiu aumentar o placar com um try do jogador Santiago Palermo, convertido por Van Gendener. A partir daí, o BH Rugby reagiu com forte pressão no time adversário, fazendo um try no final do primeiro tempo com o segunda linha Arthur Pitchon.

No segundo tempo, o time da capital mineira entrou decidido a virar o placar, mantendo a posse de bola e jogando a maior parte do tempo no campo do adversário. Aconteceram duas boas jogadas do Federal Rugby, chegando perto do in-goal e ameaçando aumentar o placar, mas o BH conseguiu defender bem e recuperar a posse de bola. Os últimos dez minutos foram muito intensos e disputados, com o time da casa chegando seis vezes a menos de cinco metros do in-goal adversário.

Mas o placar se manteve inalterado em 10 a 5 para o Federal Rugby, que, pelas novas regras da CBRU, passa para a primeira divisão automaticamente no formato Super 10. O BH rugby disputa o terceiro lugar, no dia 02 de outubro em Vinhedo, com o Charrua Rugby. O time vencedor dessa partida tem a chance de disputar o jogo de repescagem contra o último colocado do atual Super 8 (primeira divisão).

BH Rugby x Federal Rugby: Semi-final da Copa do Brasil

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby | Comente  

BH Rugby disputa acesso à elite nacional neste sábado

A equipe masculina adulta do Belo Horizonte Rugby Clube joga neste sábado a possibilidade de voltar à elite do rugby brasileiro. O time recebe o Federal Rugby, de São Paulo, pela semifinal da Copa do Brasil de Rugby.

Como atual campeão do torneio de acesso, o BH Rugby tem o direito de disputar a partida decisiva em casa, e o vencedor, automaticamente, estará garantido na primeira divisão da modalidade em 2011. A oportunidade deve-se à mudança a ser promovida pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRU), que decidiu ampliar o principal campeonato de rugby union do atual Super 8 para o Super 10, abrigando duas equipes a mais.

O BH Rugby, fundado em 2003, já se sagrou campeão da Copa do Brasil por três vezes, em 2006, 2007 e 2009. Em 2008, teve a oportunidade de disputar o Super 8 pela única vez, e, agora, o único clube representante de Minas Gerais no torneio tentará conquistar seu passaporte de volta ao primeiro nível do rugby nacional. Uma partida imperdível para o público que é apaixonado ou quer se apaixonar por um dos esportes mais tradicionais do planeta.

SERVIÇO

BH Rugby X Federal Rugby (SP)

11 de setembro, sábado

Horário: 14h00

Local: PUC Minas – Complexo Esportivo

Av. Dom José Gaspar, 500, Coração Eucarístico – Belo Horizonte

[email protected]

Espírito BHR – O Chaveiro do BHR: Manuel Schiaffino

EM by Luiz Castro | BH Rugby | 4 comentários


O CHAVEIRO DO BHR

Por: Daniel Alejandro Marolla
Edição: Luiz Fernando Moura e Castro

Manuel Schiaffino, mais conhecido entre nós como Manolo ou Mañungo, pode ser uma das pessoas mais contrariadas da história do nosso clube… Ele foi o primeiro dos participantes de esta história chamada BHR, que sonhou alto. Quando todos achavam que o time era uma diversão de final de semana, ele pensava grande. Foi designado como o primeiro coach do BH Rugby, e levou a serio. Nada de brincadeiras. Ele preparava os treinos de 15 caras que nem sabiam o que era com certeza o Rugby, como se fosse para treinar aos Springboks, não pela dificuldade do treinamento, mas sim pelo empenho e a preparação premeditada e estudada. Ligava para os jogadores sexta-feira a noite para saber se não tinham caído na balada antes do jogo, e essas coisas que ninguém faz quando não se tem nada. Mañungo, sem ser totalmente compreendido, estava mostrando a esses meninos que Rugby, não é como a pelada com a galera do trabalho. Um homem que conhece o jogo, que se entrega totalmente ao esporte e que sabe quando deixar seu lugar para outros continuarem o caminho.

BH Rugby 2004

Manolo, nosso Manolo, que agora compartilhamos com muito orgulho com o Vitória Rugby, é quem sem deixar de ser ele mesmo, criou grande parte da identidade rugbística do nosso clube.

O exemplo, o batalhador, o amigo…

Com quantos anos começou a praticar o Rugby?

Exatamente com 8 anos, no mesmo dia do meu aniversário, já que 8 anos era antigamente a idade limite para jogar no meu colégio, hoje é 4 anos.

Viajando com seus companheiros de Rugby no Chile.

Por que veio para Belo Horizonte?

Conheci no Chile uma chilena que morava em BH, me apaixonei e vim atrás dela.

Como chegou no BH Rugby?

Jogava futebol toda terça e meus amigos sabiam que jogava rugby. Um deles viu um cartaz na faculdade Fumec chamando para treinar. Passou-me o telefone de contato (era do Pedro Vilela), liguei para ele, conversamos como se nos conhecêssemos de sempre e nos encontramos na Pampulha para treinar num sábado. Lembro que quando ia em direção ao encontro tinha a mesma sensação de quem vai para um jogo. Eram os alvores do time.

Guanabara VS. BHR, Campeonato Fluminense 2006.

Que é o que o BHR tem, que você gostaria que o Vitória Rugby tivesse ou venha a ter algum dia?

É quase impossível que o VRC venha  ter o que o BHR,  já que as pessoas são muito diferentes. Existe a amizade e a vontade que são as mesmas, mas o BHR tem um sentimento de irmãos que vai além de todos os clubes pelos quais passei. Para mim sempre serão minha família, minha casa, meu lar. Em termos práticos quero aqui no VRC ter a mesma gestão do BHR, que é visando o futuro, e claro, incluindo o seven que o BHR não gosta muito, mas que se tornou um esporte olímpico, clube que não o desenvolve na época estival perde.

Agora me embarquei no projeto do rugby feminino aqui em Vitória e tenho conseguido que esse grupo tenha os valores necessários, Na verdade eu não fiz nada, foram elas que escolheram esse caminho. Sinto-me realizado porque conseguimos com as meninas tudo aquilo que vinha passando por minha cabeça e meu coração durante todos estes anos. Elas representam absolutamente todos os valores do rugby, são minhas filhas.

Arbitrando BH Rugby x Niterói 22/04/06

Conte alguma das lembranças mais marcantes que o BHR lhe deixou no peito.

É difícil dizer que uma só lembrança é a mais marcante. Cada vez que me reencontro com o BHR fica na memória esse momento. Voltar a abraçar os amigos queridos.

Creio que uma das coisas mais fortes foi jogar pelo VRC os últimos 5 minutos contra o BHR, o final do jogo e os abraços com garotos que poderiam ser meus filhos e ver que o BHR tinha crescido em todos esses anos e se renovado. É um orgulho enorme o que eu sinto por ter sido parte dessa história.

Defina claramente o que é “Espirito do Rugby” no seu conceito?
Sempre estamos falando de rugby, da forma de jogar, da técnica, do preparo físico e nos esquecemos do mais importante que é o espírito. O espírito do rugby é um sentimento que representa a forma de viver a vida, baseada na amizade, no companheirismo, no respeito, na união incondicional. Todos aqueles valores humanos que nos fazem sermos grandes. O rugby simplesmente é uma forma de sermos melhores como pessoas. Isso está muito acima de um bom passe, um bom tackle ou ter potência ou ter velocidade. É o eixo de tudo.

Final da Copa do Brasil, 07/11/2009 (Foto Maíra Vieira)

Que é o que mais saudade te dá do nosso clube?
Chegar aos treinos 3 vezes por semana e me reencontrar com meus amigos de sempre, que gostam de mim e me respeitam, não que não exista isso aqui também, mas a sensação é diferente. Impossível descrever.

Como primeiro treinador da história do nosso BHR, o que você falaria para as novas gerações?
Que têm de continuar sonhando alto. Investir nas categorias de base, infantis e juvenis. O rugby precisa chegar cedo nas nossas vidas e não no fim da adolescência. Que BH seja uma referência para o rugby brasileiro como hoje é São José dos Campos. Que os meninos que chegam hoje ao clube conheçam a sua história, que saibam quem foram os Bichalak, os Indias Velhas, os Mariscos, os Frodos, os Cipos, os Francismar, os garotos do ex Viçosa, os Cabeções, os Becker, os Mi$$ha, etc. E se orgulhar de tudo que representam.
É um espírito imenso essa nossa história e cada um é responsável por preservá-la para sempre.

Este erudito do jogo e companheiro incomparável em conversas sobre tudo o que envolve o Rugby, é uma pessoa de uma moral inigualável. O Chile tem que ter orgulho de exportar um homem assim, e graças a Deus, ele caiu nos nossos braços. Um exemplo a seguir, um militante impar da ética e dos bons costumes. Manolito é um padre para muitos e um irmão para outros tantos. Dono do elixir que da a juventude eterna, Manuel nos enche de orgulho sempre que nos visita em Belo Horizonte, pois nos deixa relembrar a cada atitude e a cada sorriso, que tipo de homens forjaram a identidade deste clube chamado bulgarmente de BH Rugby, mas para os velhos de sempre, intimamente chamado Família BHR.

Obrigado sempre Manolo!!!

Treinador da equipe feminina do BHR – “as Beagatas”

Depoimento:

Foi no ano de 2007 em que eu tive uma das perdas mais severas de minha vida. No dia das mães ao invés de estar em um tradicional almoço de família, estava no velório do meu melhor amigo, Jean-Louis Boudou. Ele era francês e meu professor/orientador no curso de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo, uma pessoa com quem todos brincavam dizendo que era meu pai.

Eu não havia percebido na época, mas foi também em 2007 que eu ganhei outro melhor amigo. Meses depois do falecimento de Boudou eu ainda estava muito cabisbaixo e choramingão, então para tentar aliviar um pouco minha dor procurei diversificar minhas atividades me afastando levemente dos estudos. Foi neste período em que me juntei a um grupo de pessoas que se dedicavam à prática do rugby (esporte que eu só acompanhava pela TV) em Vitória.

Não fazia muito tempo que aquele núcleo de “interessados” pelo rugby havia sido formado com a ajuda do chileno Manuel Schiaffino, mais conhecido como Manolo. Nos primeiros encontros que participei Manolo não estava presente, pois ainda não havia fixado residência na cidade. Quando nos encontramos pela primeira vez, conversamos bastante e o que mais me alegrou foi o fato de ele ser estrangeiro, tal como Boudou.

Depois de poucos treinos, parecia que eu já o conhecia há tempos… Eram muitas as semelhanças de comportamento em relação ao meu amigo que havia partido. Manolo tem a voz imperativa, é extremamente dedicado a seus afazeres (responsável), gosta de educar e também se enrola de vez em quando com a língua portuguesa!

06/06/2009 – Intermédia BHR vs. VRC – Primeiro jogo do Vitória Rugby fora do Espírito Santo

Nossa amizade se aprofundou e não ficou restrita ao mundo do rugby: Manolo foi um dos maiores incentivadores para que eu finalizasse os estudos universitários. As atividades físico-esportivas me aliviaram bastante o emocional, que como já descrevi, iam muito mal. Uma monografia era a peça-chave para alcançar o diploma de bacharel em Geografia, mas com a perda de meu orientador, algo me bloqueava.

Manolo veio a minha casa e passou a me acompanhar de perto. Sempre ele queria saber o que eu já havia feito, o que restava, o que estava certo ou errado. Ele me chantageava; dizia que eu só seria aceito no grupo de rugby se terminasse a monografia. E esse argumento me alimentou durante algum tempo até que vi o estudo pronto. Meu principal auxiliar da apresentação foi ele, que foi treinar um grupo pela manhã e em seguida largou-o para me acompanhar. A missão foi cumprida com êxito.

Se o ditado diz que “quem ama educa”, os integrantes do time são amados por este homem, que tenta polir com rigorosa disciplina aos seus discípulos. Para Manolo, o que interessa é que virem gente de bem, não só bons jogadores. Assim como fez comigo, a todos os meus colegas de time ele tenta acompanhar na vida extra-campo, tal como um pai fiscaliza a prole. E eu me sinto como se fosse seu filho, algo que imagino ser semelhante para os demais integrantes do Vitória Rugby – que é a sua família no Espírito Santo.

João Paulo “Árabe” Minchio

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O Rugby como Esporte

EM by Luiz Castro | BH Rugby | Comente  

…”É um meio para Divertir, Relacionar, e também, Educar”…

Tradução: Alejandro Marolla e Luiz Fernando Moura e Castro

Fotos: Maíra Vieira

 

Helena Mello ministra o treino do infantil 2010 (foto de um pai).

Considerando que este artigo vai dirigido, fundamentalmente, aos encarregados das equipes, nada melhor então, que começar antes de mais nada pelos princípios históricos e filosóficos de nosso esporte.

Segundo a história escrita, o jogo do Rugby nasceu, quando Williams Webb Ellis, fazendo caso omisso das regras do Foot-Ball de então, tomou a bola com as mãos e começou a correr com ela num Colégio da Cidade de Rugby, na Inglaterra. Na realidade o jogo nasceu muitíssimo tempo antes e foi se transformando de um determinado jeito até chegar ao Rugby atual em que, sem temor a equivocar-nos, podemos assegurar que é o jogo mais equilibrado, mais balançado e mais perfeito que existe para o Homem.

É assim que neste jogo os princípios éticos, filosóficos, técnicos e táticos estão permanentemente entrelaçados configurando um esporte absolutamente único. Pretender ensinar o Rugby partindo de bases exclusivamente técnicas ou táticas pode levar a um erro fundamental e pretender ensiná-lo unicamente baseado em seus tradicionais princípios filosóficos que conformam o espírito do jogo pode levar também a um erro, já que não se consegue assim materializar coisas que podem ser conseguidas através do jogo. É por isso que esta introdução é referida aos princípios fundamentais do jogo; princípios que nós, como encarregados de transmiti-los aos jogadores, nunca devemos perder de vista para bem e glória do Rugby amador. Em seguida, como aplicação à prática desses princípios fundamentais, aparecem princípios técnicos que nos ajudam justamente ao desenvolvimento do que a gente pretende de nosso jogo dentro e fora de um campo.

Treino do time juvenil, 10/10/2009.

Nunca podemos esquecer que os treinadores e colaboradores de equipes são os que estão em maior contato com os jogadores e não os dirigentes, nem os árbitros, o que significa que os técnicos são os primeiros responsáveis em manter o espírito e as tradições do jogo.

No Rugby, os encarregados das equipes não devem procurar desculpas diante de decisões dos árbitros, como também não nas decisões dos dirigentes nas comissões de disciplina.

A gente tem que assumir a responsabilidade de que o jogo se transmita de geração em geração, como vem sendo feito até agora. Somos os que temos que aceitar e deixar de lado os pequenos gostos, desejos ou opiniões pessoais em áreas da defesa do Rugby, de seus princípios e de suas tradições. Não podemos temer que o desenvolvimento técnico do jogo, o progresso tático e a maior preparação possam afetar esses princípios básicos, se eles realmente foram entendidos por nós e depois transmitidos corretamente aos jogadores no campo, no terceiro tempo e também em todas as oportunidades que nos encontremos com eles, ainda que fora do clube.

Existem muitas formas de enfocar a parte fundamental e filosófica do jogo. Há muitas formas de enunciar os princípios fundamentais e todas foram utilizadas com êxito ao longo da vida do Rugby.  Desde meu ponto de vista, se condensam numa só frase que diz: “O Rugby é um meio e não um fim em si mesmo”. E imediatamente surge a pergunta: Um meio para que? É também nessa hora que podemos responder de muitos jeitos diferentes, mas vamos destacar as três coisas básicas:
1- Um meio para educar.
2- Um meio para relacionar.
3- Um meio para diversão.

Campeonato Mineiro – BHR vs Uberlândia 22/05/2010 – Jacaré e Soldado.

Um meio para educar: porque: “desventurados aquele esporte que não deixa alguma coisa transcendental na vida de quem o pratique”. Fala-se certamente, que um esporte vale pela educação que deixa naquele que pratica essa atividade, e o Rugby faz, porque as características próprias do jogo – que são principalmente de adversidade – ensinam a quem pratica, a treinar e vencer as adversidades.  Não é verdade que os homens não tem medo; não é estranho tê-lo, mas o interessante é aprender a vencê-lo, e o Rugby justamente dá a oportunidade de vencer o temor.  Por que o Rugby educa? Primeiro pelo que acabo de dizer, após porque nele se faz um culto do jogo em equipe, então aprendemos a viver em função dos demais, um aprende a sentir mais prazer em se doar que em receber, um aprende a se sacrificar ainda que seja arriscando o próprio físico – pelo interesse máximo que existe no campo que é a equipe.

Treino do BHR – 12/09/2010 – Helinho e Bolota

Por que educa o Rugby? Porque foi o primeiro e quase único esporte que descobriu uma verdade muito importante que diz que no Rugby (como seria qualquer outro esporte), não se pode jogar sem adversários. Um pode conceber o Rugby sem união, sem dirigentes, sem treinadores, sem jornalismo, sem público e ainda sem árbitro. Embora, não se pode conceber o jogo de Rugby sem adversário. Surge então como conseqüência natural dessa verdade a tradicional reunião das equipes após do jogo que na América do Sul chamamos felizmente “Terceiro Tempo”. É a maneira de agradecer uns aos outros a oportunidade que tiveram de desfrutar do jogo dentro do campo. O Rugby educa porque num mundo materialista, é muito difícil evoluir sem ter que cair no lucro pessoal, permanentemente está mostrando ao jogador que por mais brilhante que ele seja, não poderá fazer nada sem a ajuda da equipe. Também, ensina ao praticante que no Rugby que queremos e devemos defender, vale mais o Homem do que o jogador. O Rugby não fomenta nem fomentou nunca jogadores que chutem bem, que passem bem ou que formem bem um scrum, pelo contrario, fomenta sempre homens de bem que trabalhem, estudem e que, como complemento das suas atividades principais, tratem de chutar bem, tratem de passar bem e tratem de formar bem um scrum. O Rugby sempre ficou orgulhoso de ter grandes homens e sempre destacou, junto à condição natural do jogador de fazer as coisas bem dentro de campo, a atividade privada desse jogador. Temos exemplo de grandes jogadores que se destacaram no campo e que também produziram coisas realmente importantes para seu país, a sociedade, a família, etc. O Rugby nunca quis ser o objetivo final de quem jogava, e sim o meio pelo qual o homem, ao mesmo tempo que melhorava seu físico e sua mente, melhorava espiritualmente. 

O Rugby vive uma de suas maiores batalhas, do próprio jogo com seus princípios e tradições contra a pressão do ambiente exterior por meio de gente que busca tirar lucro do jogo. Desta batalha, o Rugby emerge como verdadeiro esporte amador, emerge triunfante graças a gente que durante muitas gerações promoveu o princípio de que o Rugby é um meio e não uma finalidade.

 

10/10/2009 – Final do treino feminino do BHR.

Também falamos que o Rugby é um meio para relacionar e, justamente, o fato de que não se pode jogar Rugby sem adversários e porque existe um pacto de cavalheiros com o adversário – de jogar o mais duro possível dentro do campo, já que quanto mais duro é o jogo, melhor é o jogo – estabelece entre quem decide viver esta vida apaixonante do Rugby amador uma relação que não se apaga facilmente. O Rugby se vangloria de que são muitíssimas mais as amizades e as relações, que os aborrecimentos que possa provocar. O jogador de Rugby que encontra num adversário ocasional um homem duro e honesto no campo, depois do jogo valoriza nesse oponente um amigo para toda a vida. O Rugby fomenta as relações, amizades e uniões mais fortes. E se não, pensem na quantidade de pessoas que conheceram e que não foram à escola com vocês, não pertencem ao mesmo âmbito de trabalho, nem se encontram tão freqüentemente como a outros e que, no entanto, sentem por eles uma afinidade muito difícil de definir e que se dá porque o outro é um rugbier como você.  Sem dúvida nenhuma, um meio para relacionar, um meio para vincular pessoas, povos e sociedades aparentemente muito diferentes, mas quando encontram o ponto comum que chama-se Rugby, todas essas diferenças se aplanam com muitíssima facilidade.

07/11/2009 – San Diego aplaude o bicampeão da Copa do Brasil.

O Rugby existe para relacionar e devemos saber isto para ver o oponente justamente como um adversário e não como um inimigo. Isso não quer dizer que não fomentemos o Rugby bem ensinado, que é tratar muito duro e lealmente o oponente ou o adversário no campo, mas também temos que dar o exemplo de que conseguimos desfrutar dessa partida e dessa tarde de Rugby ou dessa turnê graças a esses adversários, e estendemos nossa relação além do jogo mesmo, à vida de cada um de nós.

Mas uma das coisas mais importantes que o Rugby tem são as tradições que respeitam as hierarquias e os cargos, os capitães e os dirigentes de anos. No Rugby tudo isto é visto como verdadeira diversão, com certa leveza, sem cara fechada, sem solenidade militar. No Rugby ainda nos cargos mais altos, sempre há lugar para brincadeiras, para a diversão, porque fundamentalmente, dentro e fora do campo o Rugby é para se divertir.

Então o Rugby é um equilíbrio perfeito, e desse jeito um homem que entra com tudo na vida do Rugby amador, se educa, melhora como indivíduo, relaciona-se e conhece pessoas de diferentes lugares, se doa e recebe de outro, e ao mesmo tempo, fazendo estas duas coisas muito importantes, se diverte. É um homem que desfruta porque o Rugby é jogo e tem que seguir sendo um jogo e não um trabalho. De nada vale um coach ou um jogador de Rugby que não tenha bem claro isso todo, porque poderá saber muito de técnica e muito de tática, mas num dado momento vai fazer água em algum destes princípios fundamentais que são os de toda a vida do Rugby e que nós temos a obrigação de manter.

10/07/2010 – Final do Campeonato Mineiro, os times se cumprimentam antes de ir ao 3º tempo

ESTE ARTIGO ESTA DIRIGIDO AOS ENCARREGADOS DAS EQUIPES, MAS ACREDITAMOS QUE É MUITO IMPORTANTE QUE OS JOGADORES, FUTUROS JOGADORES E PRINCIPALMENTE AS FAMILIAS O LEIAM.

Ing. Carlos Villegas 

ATENÇÃO: Treino de sábado dia 21/08/2010

EM by Fernando Guerra | Rugby Brasil | Comente  

Ocorreram algumas mudanças nos treinos do próximo sábado, dia 21 de agosto de 2010. Enquanto o treino do infantil será na UFMG, às 11:00h como sempre, as equipes juvenil/intermédia e feminino treinarão no CEFET-MG às 14:00h.

O time adulto masculino treinará no CEFET-MG às 15:00h. Abrir