Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

A Participação Memorável do BHRF no Circuito de São José

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  

A Participação Memorável do BHRF no Circuito de São José e a minha primeira em um campeonato de seven a side.

Fotos: Helena Mello

A viagem foi longa. As maiores preocupações do grupo eram descansar e se concentrar para os jogos, mas não perdemos o bom humor que é a nossa marca registrada. Os sinais de nervosismo e ansiedade iam aparecendo aos poucos, porém era claro para mim que tudo o que eu sentia era conseqüência da vontade de fazer a melhor apresentação possível, independentemente do resultado. Os laços de amizade que tenho com as companheiras de time são muito fortes. Somos unidas pela enorme vontade de jogar rugby e foi a partir dessa base que nos tornamos amigas para além dos campos.

Chegamos ao estádio depois do horário que havíamos previsto, mas ainda sim com antecedência suficiente do nosso primeiro jogo. Comemos e fomos nos trocar. Vestimos nosso uniforme, atitude que me trouxe um frio na barriga, aquele choque de realidade: “é agora, estamos aqui para mostrar tudo que treinamos esse ano”. Com esse sentimento, eu e as meninas fomos juntas assistir ao embate entre Jacareí e SPAC. Eram os dois times da nossa chave que estavam se enfrentando.  A oportunidade de estudar nossas adversárias antes de jogar contra as mesmas foi muito bem aproveitada. Absorvemos tudo que pudemos e conversamos sobre o nosso jogo contra Jacareí, que era o primeiro adversário do circuito. O time titular tinha Dezenove como capitã, jogando como abertura, Janine como pilar aberto, Renata como hooker, Gracinha como pilar fechado, Tica como half-scrum, Ritinha como centro e Neli como ponta. Mas, na verdade, era como se o time inteiro jogasse junto o tempo todo. Somos uma equipe e só chegamos até ali porque estávamos todas juntas e fizemos um trabalho sempre unidas. O circuito é de seven, mas com certeza foi possível sentir a presença de 15 guerreiras em campo. Todo esforço, vontade, dedicação e coração de Mel, Xoxo, Aline e Chaves, além do apoio da nossa querida comissão técnica, Helena, Tristezinha, Taís e Alessandro, foram cruciais para cada momento do campeonato. A hora chegou. Aquela hora em que a adrenalina toma conta do corpo. Era estréia de grande parte das meninas em jogos oficiais, inclusive a minha. Já tinha jogado em três amistosos, mas nada se compara à emoção de defender o seu time em um campeonato.

Quinze minutos em campo parece uma eternidade para quem está jogando por ser um jogo de entrega total e muito veloz. Não consigo me lembrar de todos os lances. Sei que, em geral, foi um jogo bem trabalhado, aproveitamos as falhas das adversárias e conseguimos um placar expressivo, 29 x 5 para as meninas do BH. 2 tries de Neli, um de Janine, um de Gracinha e um de Dezenove. Nossa capitã converteu 2 vezes. O resultado foi satisfatório, mas foi além do placar. Foi um teste de nervos e eu fui aprovada. A ansiedade não impediu que jogássemos com o nosso melhor. Era a realização de um trabalho de meses de esforço.

O próximo jogo seria contra as meninas do SPAC, adversárias duríssimas por causa do rugby de alta qualidade que elas possuem. Eu sabia da nossas dificuldades e limitações, tanto do grupo, quanto pessoais, mas não desanimei e tentei fazer com que as meninas também não desanimassem. Concentramo-nos ainda mais e com mais força de vontade.  Conversamos muito sobre a partida que tínhamos acabado de fazer e sobre a que estava por vir. Dois jogos completamente diferentes, mas que precisavam do mesmo empenho. O intervalo entre os dois foi usado para falar quase que exclusivamente de rugby. Com ele na cabeça e no coração, entramos no gramado para a segunda disputa.

A partida contra o SPAC testou ainda mais os nossos limites. Entreguei corpo e alma para o jogo. Tentamos ir além da nossa capacidade física, técnica e psicológica. Mesmo com a grande diferença no placar, que terminou em 48 x 0 para as meninas da outra equipe, crescemos muito em campo e a cada minuto dificultávamos ainda mais a vitória delas. Observamos que, por alguns momentos, elas ficaram surpreendidas com a nossa garra e o nosso rugby. Elas já não conseguiam fazer os tries entre o H. Começaram marcar seus pontos cada vez mais nas laterais. A superioridade delas era visível, não foi surpresa elas ganharem o circuito, mas nosso desenvolvimento e foco em campo também. É engraçado como eu sempre tenho a sensação de que eu poderia ter feito muito mais pelo meu time, mesmo sabendo ser fisicamente impossível. Minha entrega para o jogo parece nunca ser suficiente para mim mesma.

Quando as partidas de sábado terminaram, esperamos a refeição e fomos para o alojamento. Organizamos nosso quarto e, enquanto esperávamos para tomar banho, nos divertimos umas com as outras. Eu sinto como se estivesse entre irmãs. Eu posso ser eu mesma que sou aceita pelo que eu sou. Posso elogiar e criticar, ser elogiada e criticada, que todas vamos crescer juntas. Rimos e brincamos. O dia tinha sido tenso e produtivo. Precisávamos de um pouco de humor para fechar o sábado. Às 22 horas, a maior parte das meninas já estava dormindo. Ainda restavam dois jogos: Charrua e novamente Jacareí.

Acordamos às 7 horas da manhã. Às 9:40 estaríamos em campo para mais um jogo duríssimo. Vestimos nosso uniforme e fomos para o estádio, onde tomamos nosso café da manhã. Mais concentração, conversas e aquecimento para enfrentar as Charrua. Lembro-me de reconhecer a atleta em mim pela primeira vez. Aquele amor ao esporte e àquela disciplina me faziam muito bem. Traziam paz. Ter um objetivo, uma meta, é algo que me motiva, que me faz querer ser a melhor versão do que eu tenho capacidade para ser.

Ao contrário do que mostramos até ali, não fizemos nosso melhor rugby na primeira apresentação do domingo. As meninas do time oposto tem sim mais condição física e técnica do que nosso BHRF, mas acordamos para o jogo um pouco tarde. Embolamos nossa linha de ataque e defesa. Enfrentamos a marcação mais do que deveríamos. Nossa capitã sofreu uma lesão no ombro que nos deixou apreensivas. Enfim, deixamos a ansiedade tomar conta. Não foi apenas o time adversário que nos derrotou, nós também perdemos para o nosso vilão interno. Foi nítido que aprendemos muito com os jogos anteriores, mas não mostramos a mesma garra e vontade. Eu, particularmente, me sentia desligada. Meu corpo estava lento e não acompanhava os comandos rápidos do cérebro. Foi justo sermos vencidas, mas a diferença do placar poderia ser menor. Não me abati com meus erros. Pelo contrário, junto à equipe, trabalhei para aprender muito com eles e usá-los a nosso favor para o que ainda estava por vir. O domingo estava apenas começando.


Enquanto nos concentrávamos e discutíamos as melhores táticas para nosso embate final no circuito, observamos os jogos que estavam acontecendo. Acho que o rugby no Brasil está com uma qualidade incrível. Foi uma aula particular assistir às outras equipes. Um sonho poder ver e estar perto dos melhores atletas do Brasil. Um pouco de tietagem não faz mal para ninguém. Vi muitos lances admiráveis e muitas partidas de arrepiar. Observei novas tendências e formas diferentes de jogar. Reconheci nos outros times os nossos erros e os nossos acertos. O grupo traçou mentalmente uma meta para se atingir. A experiência de se participar de um circuito é inigualável.

Sabíamos que não jogaríamos contra o mesmo Jacareí de sábado. Era um grupo, que assim como nós, estava muito motivado e tinha amadurecido muito durante o torneio. Não entramos em campo com o pensamento que levaríamos a melhor, pois não sabíamos exatamente o que nos esperava. Tivemos a certeza que elas nos surpreenderiam. Foi isso que aconteceu. O BHRF jogou perto do in-goal das adversárias durante a maior parte do tempo, porém as Jacareí estavam muito melhor organizadas e a defesa das meninas funcionou muito mais. O BH teve um bom desempenho no primeiro tempo, mas só jogou com tudo que sabe no segundo. 10 x 0 com tries de Gracinha e Tica. Um jogo excelente e muito disputado. Foi ao final dele que aquela certeza de estar no caminho certo bateu em mim. Foi muito emocionante.

Depois disso, assistimos a mais disputas e torcemos pelos times com os quais temos mais afinidade. Nós nos divertimos muito e encerramos o circuito com uma sensação de dever cumprido. Eu posso afirmar que sou uma pessoa melhor depois desse circuito, dentro e fora dos gramados. Procuro o aprendizado no rugby, o que me deixa um ser mais humano, pois o rugby é mais que um esporte, é parte da minha identidade pessoal. Como equipe, temos muito o que aprender e trabalhar, mas vimos que não falta disposição e comprometimento. A atuação de destaque vai para o time todo. Se chegamos aonde chegamos, foi por causa de todas. A nossa amizade, carinho e companheirismo extrapolam as medidas do campo. Essa é a nossa receita para o sucesso obtido. Mas queremos ir além. Se o rugby é um lugar onde nos sentimos acolhidas e protegidas como numa casa, o BHR com certeza é a nossa família.

BH Rugby disputa o Circuito Brasileiro de 7’s

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  

A equipe feminina do Belo Horizonte Rugby Clube começa a encarar neste fim de semana um de seus principais desafios desta temporada. O time disputa a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Rugby Seven-a-side, realizada em São José dos Campos, São Paulo.

O circuito é o principal torneio de rugby do país na modalidade de sete jogadores. Participam formações adultas masculinas e femininas, além de juvenis, de clubes de diversas regiões do Brasil. Neste ano, no total, serão 12 equipes masculinas, oito femininas e oito M19.

Nesta primeira etapa, as meninas do BH Rugby enfrentam no sábado, pelo grupo F, o time de Jacareí (SP), às 12h00, e o São Paulo Athletic Clube (SPAC), às 16h40. No domingo, serão disputados os jogos finais desta fase da competição.

O circuito é promovido pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), e as partidas deste fim de semana serão disputadas no Teatrão (Rua Ricardo Edwards 95, Vila Industrial, São José dos Campos – SP).

Etapas do Circuito Brasileiro de Rugby Seven-a-side
São José dos Campos (SP) – 23 e 24 de outubro
Niterói (RJ) – 20 e 21 de novembro
São Paulo (SP) – 11 e 12 de dezembro
Florianópolis (SC) – 29 e 30 de janeiro de 2011
Curitiba (PR) – 26 e 27 de fevereiro de 2011

BH Rugby fecha parceira

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BH Rugby tem novidades e fecha parceira Abrir

El Cabezón e seu amor pelo rugby

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | 2 comentários

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TENHO UM FILHO RUGBIER

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby, Infantil | 1 comentário

TENHO UM FILHO RUGBIER

Tradução: Daniel Alejandro Marolla

Revisão: João Gualberto Araújo Júnior  Abrir