Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

O RUGBY NÃO É PARA QUALQUER UM – por Alfredo Sorrini

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby | Comente  

O RUGBY NÃO É PARA QUALQUER UM

Revisão: João Gualberto de Araújo Júnior e Daniel Alejandro Marolla

Todos os “rugbiers” conhecem esse conjunto de palavras, essa misteriosa expressão: “o rugby não é para qualquer um!” Cada um, ao longo de sua carreira, emprega a essa frase diferentes significados. Talvez signifique que o esporte é apenas para pessoas que têm coragem, pensa um, para pessoas que possuem abnegação, orgulho, raça, espírito guerreiro, pensa o outro. Aqueles que têm músculos como eu, são os que menos entendem a modalidade. A maior parte, contudo, termina sua passagem pelos campos de jogo, ou melhor, pelo rugby jogado, sem compreender ao certo essa sentença.

Frodo, defendendo as cores do Reno Rugby de Bologna, Itália.

Eu, Alfredo Sorrini, vulgo “o Chino”, “Alfio”, “o Italiano” ou “Frodo”, dependendo do time pelo qual joguei, não fugi a essa regra. Parei de jogar rugby em 2003, empurrado por vários acidentes, entre eles, o pior de todos: a velhice.

Sempre me lembro da primeira vez em que tive que suportar um golpe pesado durante uma partida. A cara inchou e o olho desapareceu dentro da máscara makonde na qual tinha se transformado meu rosto. O médico correu ao campo, prestou o que ele pensava serem os primeiros cuidados e depois me disse: “Pronto, vamos pra fora”.

Olhei para ele, aliás, olhei não, “ciclopiei” para ele com meu único olho surpreso e respondi: “Vamos pra aonde?” O médico, já sem paciência, falou que eu não podia continuar daquele jeito, e eu retruquei: “Não tem como! Isso não existe, inventa outra”, e voltei para o jogo.

O médico voltou para o banco, balbuciando alguma coisa do tipo “esse povo é um bando de loucos! Nunca, nunca mais vou cuidar de um time de rugby”. De fato, nunca mais apareceu.

Mas aquilo que adversários fortes e valentes não tinham conseguido ao longo de 20 anos de rugby, conseguiu um velhote de barba branca chamado Tempo. Cheguei a Belo Horizonte em 2005, pois meu trabalho de pseudointelectual me levou primeiro a passar um ano em Portugal e, depois, outro no Brasil. O destino quis que velhos amigos me levassem para jogar um touch rugby com o bando do BH Rugby. Eles sorriam, todos bem humorados. O dia estava ótimo, ao contrário de minhas condições físicas, que eram péssimas. Mas, e daí, era só um touch, não iria acontecer nada demais. E não é que aconteceu? O touch virou rugby de verdade… faz parte.

Cabeleira, Frodo, Igão e Batatinha, em Poços de Caldas.

Minha experiência ajudou muito. Me posicionei de número dez, abertura. Um passo e bola para direita, outro passo e bola para esquerda. Chuta, abre, em suma, quase que acabava o jogo sem tacklear nem ser tackleado, até que um dos meninos rasgou a camiseta do meu velho time italiano. O drama! O moleque, sempre sorrindo, sempre bem humorado, sentenciou: “Isso é rugby, irmão. Camiseta rasga!”

Senti que esse menino estava me sacaneando. “Pronto, vou jogar. Embora seja só por esses cinco minutos, vou jogar”. Orgulho, pertença, defesa de valores, em resumo, sensações, ou melhor, SENTIDOS!

Nem um mês havia se passado e eu já estava no ônibus rumo ao Rio de Janeiro para jogar com uma equipe francesa. Os franceses desceram do ônibus rindo e cantando, mas a mim não enganavam. Conheço muito bem esse povo, culto e refinado, mas ao mesmo tempo guerreiro e bárbaro. No campo, são os piores jogadores que se pode encontrar: jogam pra valer, são espetaculares, mas não gostam de apanhar, e se houver socos, haverá socos e mais socos.

Antes do jogo, o cheiro da sifcamina e outros cremes e óleos aquecedores, vários produtos que todo rugbista utiliza dentro de sua cabala pessoal. “O cheiro”, quanta saudade! Quase deu para chorar. O cheiro… eu nem sabia que o meu olfato estava tão preparado para enviar estímulos de lutas para o meu cérebro apenas sentindo esse cheiro. Estímulos pavlovianos ou simplesmente sensações… SENTIDOS!!!

Antes do jogo, Rafael, um companheiro francês que jogava no BHR, se vira e me fala: “Já vimos que você é bom de corrida, de cerveja e de papo. Agora, vamos ver se você é bom de porrada!” O filho da mãe tinha estimulado o meu orgulho com umas poucas palavras. “Chega de palavra: concentração e preparação para a luta”.

Brindando pela amizade, Frodo é Igão no bar antes da viagem.

”O rugby são borboletas na barriga”, ensina meu amigo Juan Carey. Então, silêncio. Os verdadeiros guerreiros lutam com sentidos, não com gritos. Isso não presta para o rugby, isso é apenas para briga de rua… Silêncio, um silêncio que prepara os SENTIDOS.

O rugby é um jogo misterioso, braços, pernas, cabeça, um quebra-cabeça dinâmico e louco para quem está fora, mas não para quem está no campo. Quem está ali conhece o seu companheiro pelo cheiro, pelo sentido, pelo jeito. “Agora, é preciso empurrar sem pausa. Agora, para e empurra para direita. Agora, para frente”. É minha barriga que ordena? Não, não pode ser o cérebro. “Agora, é preciso segurar a bola com as mãos, nos braços”. O adversário tenta extirpá-la. É preciso levantar os cotovelos e fechar os dentes. “Não vai tirar a bola daqui nem morto”.

“Agora não, é preciso esticar, entregar a bola como se fosse uma criança. Não vejo nada, estou no meio de um emaranhado de braços, pernas e cabeças… mas conheço, aliás, não conheço, sinto. Sinto que essas mãos que estão querendo tirar a bola do meio da batalha para entregá-la aos arqueiros de fora, a linha, os que correm costurando o campo como se fossem alfaiates–mestres, são amigas”.

“Então, deixo a bola, a entrego. Daqui a pouco, ela vai sair para os diretores da orquestra. Podia ter deixado aquela bola de olhos fechados, pois não tem como, esse pedido, esse empurrão é do meu amigo de luta”.

Até poderia dizer o nome de cada companheiro do scrum com que joguei ao longo da vida de olhos fechados, adivinhando a forma de empurrar ou de chegar a arrancar a bola das minhas mãos… SENTIDOS!

Quando terminou o jogo, o Rafael me convidou para uma cerveja e me disse: “Seu italiano do inferno, você joga pra caramba! Bem-vindo ao BH Rugby”. E eu me senti bem, como há muito tempo não me sentia.

Despedida do Frodo, terceiro tempo após jogo com Guanabara pelo Fluminense.

Voltando para Belo Horizonte, não sentia nenhum osso no lugar, mas, enfim, depois de anos, sentia outra vez o meu corpo. Cada músculo, cada osso que doía era uma volta à vida. O meu corpo voltava a gritar: “estou me sentindo”. SENTIDOS!

As canções, a camaradagem, a felicidade, era a mesma coisa de cada time de rugby, a mesma irmandade que tinha conhecido em outras latitudes. A língua e as canções eram diferentes, mas apenas isso. O resto estava todo igual: amizade, irmandade, lutar todos juntos pelo mesmo objetivo. As regras claras para um campo de rugby: você tackleia e sente orgulho, você amarela e sente vergonha… SENTIDOS!

Quando voltei para Itália, já sabia que daquela vez minha vida de rugbier, ou melhor, de jogador de rugby, tinha acabado realmente. Mas sabia com mais certeza que rugbier é para sempre. Nunca se sai da condição de rugbier sem sair da vida, porque, afinal, é isso que aprendemos no campo de rugby: aprendemos a sentir a vida.

Agora, penso já ter a resposta: o rugby não é para qualquer um! O rugby é para quem possui a capacidade de sentir tudo isso: sensações, dor, amizade, orgulho, luta, nobreza da alma, lealdade, em suma, não é para todos não, precisa ter SENTIDOS (e sentimentos).

BH FORÇA, BH RAÇA, BH RUGBY!

Frodo (Alfredo Sorrini)

Com o El Cabezón Marolla, após jogo com um time de publicitários franceses.

Eu tinha solicitado para nosso amigo Frodo que respondesse às mesmas perguntas que fiz para outros históricos do BH Rugby, mas sua humildade e sua postura de não se achar ninguém mais importante que qualquer outro do grupo me impediram de coletar esses dados. Mas eu insisti e ele me enviou este texto, esta declaração de amor ao jogo e à vida.

Agora, é minha vez de contar quem é de fato esse amigo italiano que apareceu um dia e nunca mais irá embora.

Frodo é um napolitano de raiz, aquele típico bagunceiro, que sabe encarar a vida com um sorriso, mas libera uma dose de sensatez, no meio de um caos organizado, que só um napolitano compreende. Um militante da igualdade e da justiça que ajuda o próximo como nunca havia visto alguém fazer sequer parecido. Um HOMEM modelo, a mostrar que nem tudo está perdido. Frodo é um professor, um mestre, aquele que te ensina a viver antes mesmo de te ensinar a ciência.

Para terminar, posso dizer que Frodo é um AMIGO, daqueles que deixam muitas boas lembranças em nossas vidas, muitas anedotas e muita saudade.

Daniel Alejandro Marolla.

BH Rugby A vence o time BH B em partida do II Campeonato Mineiro

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  

Por João Gualberto

O Belo Horizonte Rugby entrou em campo com dois times nesse sábado (9) para um único jogo. Pela primeira vez em sua história, o clube da capital mineira disputou uma partida oficial contra si próprio. A inscrição de dois times do BH Rugby, o BH A e o BH B, é uma das novidades do II Campeonato Mineiro de Rugby, disputado no formato Union, de 15 atletas. A partida foi válida pela terceira rodada chave A do torneio, que começou no dia 23 de março.

Não houve surpresa ao final da partida: o BH Rugby A venceu por 40 a 14 os colegas de clube. Apesar do clima de companheirismo e de todos os atletas em campo se conhecerem, não faltou garra e entrega. Houve até um cartão amarelo por indisciplina, mostrado no segundo tempo. A partida foi bastante pegada e aberta, com os dois times imprimindo velocidade por meio do jogo com as mãos durante todo o tempo.

O BH B abriu o placar logo no início da partida, com um try do asa Gustavo Ávila. Porém, a formação A não demorou a empatar, com o half-scrum Alessandro Travassos , aos 6 minutos, que anotaria seu segundo try dez minutos depois, sendo um dos destaques do time vencedor.

O primeiro tempo fechou com o placar em 26 a 7 e, no segundo, o time mais experiente só fez administrar o confronto, que perdeu um pouco de sua velocidade. O BH Rugby B, mesmo impulsionado pelo pilar Filipe Gibran (aguerrido nos 80 minutos), acabou sucumbindo diante do melhor entrosamento dos adversários-colegas. Outro destaque do time A foi o ponta Gênesis Louis, autor de dois tries.

Com o resultado de sábado, o BH Rugby A completa sua terceira vitória no Campeonato Mineiro, liderando o grupo. Na primeira rodada, venceu o Taurus Rugby, de Uberaba, por W.O., e, no último dia 26, superou o Leopardos Rugby, em Uberlândia, por 90 a 13. O BH Rugby B também venceu seus dois primeiros desafios: ganhou do Leopardos em casa por 38 a 30 e o do Uberlândia Rugby fora, no dia 26, por 22 a 12.

Também nesse sábado, pela outra partida da chave A, o Uberlândia Rugby superou o Taurus, em Uberaba. A grande final do II Campeonato Mineiro, com a atuação dos dez times participantes, está marcada para o dia 26 de junho, em Belo Horizonte.

a

BH Quad vs BH Rugby: relato de um ex-deficiente sobre um amistoso contra seus iguais

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby | 5 comentários

BH Quad vs BH Rugby: relato de um ex-deficiente sobre um amistoso contra seus iguais

Texto: João Gualberto Jr.

Fotos: Daniel Alejandro Marolla

Abrir

BH Rugby joga neste sábado pelo campeonato mineiro

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby | Comente  

Duas equipes do BH Rugby jogam este fim de semana pelo campeonato mineiro

a

O II Campeonato Mineiro de Rugby começa neste fim de semana com duas partidas em Belo Horizonte. Este ano o Belo Horizonte Rugby clube participará do campeonato com duas equipes inscritas, o BH Rugby A e o B. O clube, atual campeão mineiro, será o anfitrião das partidas e terá a oportunidade de testar suas duas formações recebendo dois visitantes do Triângulo Mineiro.

Devido ao sucesso da primeira edição, no ano passado, o torneio terá dez os clubes participantes e não mais seis, como no primeiro campeonato. As equipes novatas são os Inconfidentes, de Ouro Preto, o UFJS Rugby, de São João Del Rei, e o Leopardos Rugby. Os outros clubes que vão encarar novamente o desafio são o Varginha Rugby, o Uberlândia Rugby, o UFLA Rugby Team, de Lavras, UFJF Rugby, de Juiz de Fora, e o Taurus Rugby, de Uberaba.

Com o aumento no número de participantes, a competição vai se estender por um período maior e terá jogos previstos até o fim de junho. Os times estão divididos em duas chaves de cinco. No encerramento do torneio, cada equipe disputará uma partida decisiva contra o adversário do outro grupo que terminou a fase classificatória na mesma posição. Por exemplo: o primeiro lugar da chave A enfrenta o primeiro da B, o segundo colocado na chave A encara o segundo da B, e assim por diante.

Com essa formatação, cada equipe vai disputar cinco jogos oficiais, uma oportunidade única para praticamente todos os clubes de Minas Gerais. O Campeonato Mineiro de Rugby é disputado no formato Union masculino, ou seja, com XV jogadores em cada equipe. A realização é da Federação Mineira de Rugby, que, neste ano, conta com os apoios da Asics e da Soul Rugby.

1ª Rodada

As partidas são válidas pela Chave A da competição. O primeiro jogo será às 13h, entre o BH Rugby A e o Taurus Rugby, de Uberaba. Na sequência, às 15h, o BH Rugby B recebe o Leopardos Rugby, de Uberaba. A rodada de abertura será realizada no Estádio do Rei, na BR 0-40, saída para o Rio de Janeiro. A entrada é gratuita.

A segunda rodada, com jogos entre as equipes da Chave B, será no sábado posterior, dia 19. (Confira tabela completa abaixo).

Serviço

1ª Rodada do II Campeonato Mineiro de Rugby

13h – BH Rugby A x Taurus Rugby (Uberaba)

15h – BH Rugby B x Leopardos Rugby (Uberlândia)

Local: Estádio Mário Lima, Estádio do Rei

Endereço: BR-040 s/n, km 551 – Cond. Lagoa do Miguelão, Nova Lima (MG)

Entrada gratuita

a

Ao Ciaar, o muito obrigado de toda a equipe do BH Rugby

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | 1 comentário

O Belo Horizonte Rugby Clube agradece o Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (Ciaar) por ceder gentilmente suas dependências para os treinamentos semanais das equipes feminina, masculina, juvenil e infantil. O gesto de sensibilidade da entidade, por meio do Coronel Aviador Daniel Veiga e do Tenente Parcini, oferece ao BH Rugby um ambiente estruturado e seguro para a prática do esporte, que, apesar de muito difundido ao redor do planeta, ainda carece do desprendimento e da solidariedade no Brasil.

a

Os atletas, diretores e a comissão técnica do clube, o mais destacado da modalidade no Estado de Minas Gerais, comprometem-se a usufruir da estrutura sempre de forma respeitosa, e esperam retribuir essa demonstração de confiança do Ciaar com muito empenho dentro de campo. Que a parceria entre o centro e o BH Rugby esteja apenas se iniciando.

a