Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

Rugby Internacional

Treinos Dezembro e Janeiro

EM by Alessandro Travassos | Rugby Internacional | 1 comentário

Informamos que no mês de dezembro o BH Rugby estará de recesso, com a exceção do time feminino. Por tanto, não haverá treino em dezembro para as categorias Masculina (principal e juvenil) e para as categorias infantis.

Em Janeiro haverá treino nos dias 8/01 – 15/01 – 22/01 – para a categoria feminina e para a categoria de novatos. Dia 29/01 haverá treino apenas para categoria de novatos, visto que, a equipe feminina viajará para participar da etapa do campeonato brasileiro de sevens, em Florianópolis.

Os treinos serão no campo da UFMG – ASSUFENG – a partir das 11hs, entrada pela Av. Antônio Carlos, 6627, 1ª à direita (atrás da Faculdade de Belas Artes). A UFMG é acessível por diversas linhas de ônibus, entre elas: 1207 A/B/C, 2004 e 5102.

Quem quiser (das categorias masculina principal e juvenil) participar dos treinos serão bem-vindos.

O clube volta a suas atividades normais no dia 05 de fevereiro de 2011.

Para maiores informações, envie um e-mail para [email protected], ou entre em contato com Masculino: Jorge (31 8802-7126); Feminino: Amanda (31 8805-3546); Infantil: Helena (31 8850-2608).

“O mais importante é sempre ir para adiante”

EM by Luiz Castro | Rugby Internacional | 2 comentários

Tradução: Alejandro Marolla e Luiz Fernando Moura e Castro 

Elias Collado era um garoto como qualquer um, até que um dia ele sofreu um acidente que mudou completamente o rumo da sua vida. A poucos dias de fazer nove anos, tiveram que lhe amputar parte do seu braço direito, devido ao uso indevido de fogos de artifício. Naquele março de 1989 começava seu 3º ano do primeiro grau e agora reconhece que “pela sábia decisão da minha família comecei normalmente, tive que aprender a escrever e me desenvolver do zero. Eu era destro, o que significou muito trabalho para voltar a escrever. “ 

Atualmente tem 29 anos, estuda direito e trabalha em uma promotoria penal. Ele vive poupando para gastar o seu dinheiro viajando, foi duas vezes à Europa, percorreu vários países da América e em janeiro deste ano esteve na Ásia visitando Índia, Tailândia, Vietnã e um pouco da Malásia. 

O melhor desta história é que Elias é um exemplo de superação absoluta, pois apesar das adversidades, decidiu se tornar um jogador de rugby. E assim, a partir de seus 13 anos, joga no clube Curupaytí, de Hurlingham (Buenos Aires, Argentina). Ele reconhece que a vida não voltou a ser normal, mas também não foi algo terrível. Se denomina como “diferente”, mas faze tudo o que as pessoas “normais” fazem. Segundo suas próprias palavras: “Até sou jogador de rugby, ha, ha”

Por gentileza da Srta. Mariana Chapotot lhes apresentamos esta história de vida para refletir e dizer que sempre podemos ir adiante. Só depende de nós.

 

Com que idade você começou a jogar rugby e por quê?

Comecei aos 13 anos porque o meu irmão mais velho jogava na escola. Mas quando eu tinha a idade para começar a jogar na minha escola já não tinha mais rugby. Então, por meio de um colega que já jogava em “Curupa”, fomos para o clube.

Os meninos, geralmente, tendem a ser cruéis. Você se sentia discriminado quando entrou no clube?

Realmente nunca senti nada parecido com a discriminação. Eu aprendi a jogar como todos os meninos da minha idade, e era mais um, nem o melhor, nem o pior. E comecei a lutar, como todos, a lutar por meu lugar e, com muito esforço e sacrifício, consegui. Joguei todos os campeonatos juvenis de fullback e na M-19 comecei a jogar de terceira linha. Acho que virei meio carroça.

Você se lembra como foi o seu primeiro treino e seu primeiro jogo?

Meu primeiro treino me pareceu super curto, foi tudo tão divertido, e o ambiente era ótimo. Estava com alguns amigos da escola, além de tudo, no outro sábado teríamos jogo e… Nossa!, na sexta-feira me colocaram no time, estreei em Curupa contra o Caranchos de Rosario. E como quase todos os que chegamos ao Rugby, joguei de wing. Nunca vou me esquecer, além de mais, estreei perdendo.

Não te deu medo pensar em jogar rugby sendo “diferente”?

Acho que a chave é que nunca me senti diferente, é mérito da minha família, que nunca me fizeram sentir assim. O medo que eu tinha era o normal, aquele que  todos tem.

Como foi sua estréia na primeira equipe? 
Foi um 12 de outubro com GEBA pela “Reubicación”. Foi bem emocionante para mim, pesava 72 kg, muito pouco para a minha posição. Foi um jogo muito duro que perdemos por um ponto, eu nunca vou esquecer o que senti. Foi a coroação de muitíssimos anos de treinamento, sacrifício e dedicação. Já era capitão da intermédia a duas temporadas e ficava sempre como substituto da Primeira. Por isto, para mim, foi como atingir “o objetivo” e assim cumprir o sonho de todo jogador de rúgbi, entrar na Primeira de seu clube.

Como é a sensação de ter a distinção de capitão e ser o referente do grupo? 
Fui o capitão da Intermédia por dois anos e meio. Acho que foram vários fatores: em primeiro lugar, tínhamos um grande grupo; estávamos todos desesperados para jogar na Primeira, fazendo com que cada um tentasse dar o máximo a cada jogo. Foi uma honra enorme, mas tinha que reforçá-la a cada partida com tackles e muito jogo…

Você sente que dá alguma vantagem ao adversário, em algum aspecto do jogo? 
Acredito que não. Mas se me atacam pelo ombro ruim os tackleio mais ou menos. Mas pelo lado bom, os desmonto (risos). 

Os teus colegas te “protegem” ou já estão acostumados e no campo você é mais um? 
Acho que dentro do campo todos nos cuidamos um pouco. Mas eu faço mais o estilo de quem protege do que o protegido (risos).

Você conhece a Nicolás Pueta, o menino que joga rugby em uma perna no clube San Andrés?
Conheço sua história e o vi jogando várias vezes. Nós nunca jogamos contra.

Qual é a sua opinião?
Eu acho ele um gênio, um exemplo de verdade. A sua deficiência é um verdadeiro impedimento. Meu problema, perto ao dele, é apenas um detalhe. Ele luta até a morte e merecem todo o meu respeito, como o respeito de todos os jogadores. Além disso, há alguns anos, foi nomeado embaixador do IRB e fiquei muito feliz. Ele merece esse reconhecimento.

Quais são seus teus objetivos no esporte e para teu clube?

Deus queira que possamos ver a Curupa jogar nas divisões mais acima nos próximos anos. Pessoalmente quero treinar um pouco mais intensamente para a próxima temporada. Minha idéia é jogar rugby durante vários anos ainda.

O rúgbi mudou sua vida de algum jeito? Como?
O rugby ensina que você sempre tem que ir adiante, aconteça o que acontecer. Te ensina que é melhor perder jogando com os amigos, do que ganhar jogando com estranhos. Te ensina que para avançar as vezes temos que retroceder um pouco, mas só para ganhar impulso. E, acima de tudo, nos ensina que você pode cair mil vezes, mas você tem que se levantar mil e uma.

Dois exemplos de vida

Nicolás Pueta, diferentemente de Elias, nasceu com malformação congênita: uma deficiência focal proxima do fêmur. É por isso que tem a perna esquerda mais curta que a direita. Mas, como Elias, nada o impediu de realizar seu maior desejo: ser um jogador de rugby. Foi assim que desde seus 15 anos ele joga rugby no clube San Adrés. Dois exemplos de vida e superação.

 

Por: Mariana Chapotot
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