Rugby e Crossfit = ???


O que acontece quando você mistura rugby e crossfit? O BH Rugby e o Ares Crossfit toparam o desafio. #descubra

Em MG também tem Beach Rugby!


O UNI/BH Rugby participou do primeiro torneio de Beach Rugby do estado de Minas Gerais, e a equipe feminina já começou o ano levantando o caneco!

Temporada 2018


A temporada 2018 já começou! Venha fazer parte do maior e mais tradicional time de rugby de Minas Gerais.

Rugby Brasil

ATENÇÃO: TREINOS NO CARNAVAL!

EM by Alessandro Travassos | BH Rugby, Rugby Brasil | 1 comentário
O treino de sábado de carnaval, amanhã dia 05/03/2011,  será realizado no CIAAR (Campo da Aeronáutica que fica junto do aeroporto da Pampulha) a partir das 13hs para as categorias Feminino, Juvenil, Novatos e Adulto Masculino.
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Fiquem atentos para a confirmação do treino de terça-feira, dia 08/03.
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As categorias infantil e M13 não terão treino durante o carnaval. Todas as categorias voltam a suas atividades normais, depois do dia 09/03.

Como é uma área militar apenas as pessoas que constam na lista, enviada previamente, poderão ter acesso ao campo.

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Orientamos que as pessoas interessadas em acompanhar o treino, principalmente se for a primeira vez, que entrem em contato através de algum dos canais abaixo:
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Masculino: Jorge (31) 8802-7126;

Feminino: Amanda (31) 8805-3546;

Infantil: Helena (31) 8850-2608;

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Time feminino embarca hoje para o Floripa Sevens

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | 1 comentário

Meninas do BH Rugby embarcam para o Floripa Sevens

Por: João Gualberto de Araújo Júnior

A equipe feminina do Belo Horizonte Rugby Clube disputa neste fim de semana a 4ª etapa do Circuito Brasileiro de Sevens, que será disputado em Florianópolis. No total, 32 times vão participar do Floripa Sevens, entre formações adultas, juvenis e, é claro, femininas.

Único clube mineiro presente ao longo da competição, o BH Rugby vem desempenhando uma trajetória de resultados expressivos, figurando em uma posição inédita. Na primeira etapa, disputada em outubro em São José dos Campos (SP), as meninas de Minas terminaram em sétimo lugar. Na terceira fase, que ocorreu em dezembro nas dependências do São Paulo Athletic Club (SPAC), elas ficaram na oitava colocação. A segunda etapa, que seria em Niterói, foi cancelada. Até agora, as mineiras acumularam 25 pontos, na sétima colocação geral em um total de 15 clubes participantes.

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Mariana Tavares

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Na capital catarinense, os desafios que as meninas do BH terão pela frente serão novamente duros. Os dez times que vão concorrer à Taça Dado Gouvêa estão dividas em dois grupos. Na chave A, além da equipe mineira, estão as paulistanas da USP, do Bandeirantes e do SPAC – campeã do último circuito nacional de seven-a-side e líder do atual -, além das gaúchas do Charrua. No outro grupo, estão Niterói, São José, Lions, Jacareí e as donas da casa do Desterro.

O time sofreu a mudança de seu treinador no inicio do circuito. Desde então, vem treinando firme, com apenas uma semana de recesso no Natal e Réveillon. No final de 2010, cinco atletas iniciaram um trabalho de treinamento e acompanhamento físico na academia Companhia Atlética. A expectativa é que os resultados dessa preparação já seja sentida nesta próxima etapa do torneio.

Como na modalidade de sete atletas as partidas são curtas, com dois tempos de sete minutos, dentro de cada grupo, todas as equipes jogam entre si. Segundo a tabela da competição, a primeira partida do BH Rugby será às 9h40 do sábado, contra o Bandeirantes. Todas as finais serão disputadas no domingo.

A quinta e última etapa do circuito de sevens, em Curitiba, será realizada no mês que vem. Vamos torcer para que as meninas do BH tenham inspiração e contem com a sorte neste fim de semana, porque garra e disposição, elas não deixam faltar.

Agenda

4º etapa do Circuito Brasileiro de Sevens

Floripa Sevens – Taça Dado Gouvêa

Dias: 29 e 30 de janeiro de 2011

Local: Bairro Canavieiras, Florianópolis, SC

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foto divulgação

Jogo do Curitiba Rugby e o BH Rugby adiado…

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  
Atenção, a partida prevista para a tarde deste sábado entre o Curitiba Rugby e o BH Rugby, em disputa pela última vaga do Super 10 de 2011, foi adiada pois a equipe mineira não conseguiu embarcar para a capital paranaense devido ao mau tempo.
A tempestade que cai desde a sexta-feira (5) na região metropolitana de Belo Horizonte ocasionou diversos atrasos e cancelamentos de voos no Aeroporto Internacional de Confins na manhã de sábado. Com a devida anuência das diretorias do Curitiba Rugby e da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), a delegação do BH Rugby não viajou.
Agora, as equipes aguardam a remarcação do confronto pela CBRu.

TREINO BHR – Sábado 06/11/2010

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  

Como é sabido por todos neste final de semana dia 06/11 o BH Rugby masculino adulto vai jogar em Curitiba pela ascensão ao Super 10/2011. Alem disso, o CEFET não estará disponível neste sábado.

O treinamento, portanto, acontecerá no Parque Ecológico, na Pampulha, às 14:00 hs.

Pedimos desculpas a todos pelo transtorno e esperamos a todos amanhã para o treinamento.

Alessandro Travassos

Presidente

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A Participação Memorável do BHRF no Circuito de São José

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil | Comente  

A Participação Memorável do BHRF no Circuito de São José e a minha primeira em um campeonato de seven a side.

Fotos: Helena Mello

A viagem foi longa. As maiores preocupações do grupo eram descansar e se concentrar para os jogos, mas não perdemos o bom humor que é a nossa marca registrada. Os sinais de nervosismo e ansiedade iam aparecendo aos poucos, porém era claro para mim que tudo o que eu sentia era conseqüência da vontade de fazer a melhor apresentação possível, independentemente do resultado. Os laços de amizade que tenho com as companheiras de time são muito fortes. Somos unidas pela enorme vontade de jogar rugby e foi a partir dessa base que nos tornamos amigas para além dos campos.

Chegamos ao estádio depois do horário que havíamos previsto, mas ainda sim com antecedência suficiente do nosso primeiro jogo. Comemos e fomos nos trocar. Vestimos nosso uniforme, atitude que me trouxe um frio na barriga, aquele choque de realidade: “é agora, estamos aqui para mostrar tudo que treinamos esse ano”. Com esse sentimento, eu e as meninas fomos juntas assistir ao embate entre Jacareí e SPAC. Eram os dois times da nossa chave que estavam se enfrentando.  A oportunidade de estudar nossas adversárias antes de jogar contra as mesmas foi muito bem aproveitada. Absorvemos tudo que pudemos e conversamos sobre o nosso jogo contra Jacareí, que era o primeiro adversário do circuito. O time titular tinha Dezenove como capitã, jogando como abertura, Janine como pilar aberto, Renata como hooker, Gracinha como pilar fechado, Tica como half-scrum, Ritinha como centro e Neli como ponta. Mas, na verdade, era como se o time inteiro jogasse junto o tempo todo. Somos uma equipe e só chegamos até ali porque estávamos todas juntas e fizemos um trabalho sempre unidas. O circuito é de seven, mas com certeza foi possível sentir a presença de 15 guerreiras em campo. Todo esforço, vontade, dedicação e coração de Mel, Xoxo, Aline e Chaves, além do apoio da nossa querida comissão técnica, Helena, Tristezinha, Taís e Alessandro, foram cruciais para cada momento do campeonato. A hora chegou. Aquela hora em que a adrenalina toma conta do corpo. Era estréia de grande parte das meninas em jogos oficiais, inclusive a minha. Já tinha jogado em três amistosos, mas nada se compara à emoção de defender o seu time em um campeonato.

Quinze minutos em campo parece uma eternidade para quem está jogando por ser um jogo de entrega total e muito veloz. Não consigo me lembrar de todos os lances. Sei que, em geral, foi um jogo bem trabalhado, aproveitamos as falhas das adversárias e conseguimos um placar expressivo, 29 x 5 para as meninas do BH. 2 tries de Neli, um de Janine, um de Gracinha e um de Dezenove. Nossa capitã converteu 2 vezes. O resultado foi satisfatório, mas foi além do placar. Foi um teste de nervos e eu fui aprovada. A ansiedade não impediu que jogássemos com o nosso melhor. Era a realização de um trabalho de meses de esforço.

O próximo jogo seria contra as meninas do SPAC, adversárias duríssimas por causa do rugby de alta qualidade que elas possuem. Eu sabia da nossas dificuldades e limitações, tanto do grupo, quanto pessoais, mas não desanimei e tentei fazer com que as meninas também não desanimassem. Concentramo-nos ainda mais e com mais força de vontade.  Conversamos muito sobre a partida que tínhamos acabado de fazer e sobre a que estava por vir. Dois jogos completamente diferentes, mas que precisavam do mesmo empenho. O intervalo entre os dois foi usado para falar quase que exclusivamente de rugby. Com ele na cabeça e no coração, entramos no gramado para a segunda disputa.

A partida contra o SPAC testou ainda mais os nossos limites. Entreguei corpo e alma para o jogo. Tentamos ir além da nossa capacidade física, técnica e psicológica. Mesmo com a grande diferença no placar, que terminou em 48 x 0 para as meninas da outra equipe, crescemos muito em campo e a cada minuto dificultávamos ainda mais a vitória delas. Observamos que, por alguns momentos, elas ficaram surpreendidas com a nossa garra e o nosso rugby. Elas já não conseguiam fazer os tries entre o H. Começaram marcar seus pontos cada vez mais nas laterais. A superioridade delas era visível, não foi surpresa elas ganharem o circuito, mas nosso desenvolvimento e foco em campo também. É engraçado como eu sempre tenho a sensação de que eu poderia ter feito muito mais pelo meu time, mesmo sabendo ser fisicamente impossível. Minha entrega para o jogo parece nunca ser suficiente para mim mesma.

Quando as partidas de sábado terminaram, esperamos a refeição e fomos para o alojamento. Organizamos nosso quarto e, enquanto esperávamos para tomar banho, nos divertimos umas com as outras. Eu sinto como se estivesse entre irmãs. Eu posso ser eu mesma que sou aceita pelo que eu sou. Posso elogiar e criticar, ser elogiada e criticada, que todas vamos crescer juntas. Rimos e brincamos. O dia tinha sido tenso e produtivo. Precisávamos de um pouco de humor para fechar o sábado. Às 22 horas, a maior parte das meninas já estava dormindo. Ainda restavam dois jogos: Charrua e novamente Jacareí.

Acordamos às 7 horas da manhã. Às 9:40 estaríamos em campo para mais um jogo duríssimo. Vestimos nosso uniforme e fomos para o estádio, onde tomamos nosso café da manhã. Mais concentração, conversas e aquecimento para enfrentar as Charrua. Lembro-me de reconhecer a atleta em mim pela primeira vez. Aquele amor ao esporte e àquela disciplina me faziam muito bem. Traziam paz. Ter um objetivo, uma meta, é algo que me motiva, que me faz querer ser a melhor versão do que eu tenho capacidade para ser.

Ao contrário do que mostramos até ali, não fizemos nosso melhor rugby na primeira apresentação do domingo. As meninas do time oposto tem sim mais condição física e técnica do que nosso BHRF, mas acordamos para o jogo um pouco tarde. Embolamos nossa linha de ataque e defesa. Enfrentamos a marcação mais do que deveríamos. Nossa capitã sofreu uma lesão no ombro que nos deixou apreensivas. Enfim, deixamos a ansiedade tomar conta. Não foi apenas o time adversário que nos derrotou, nós também perdemos para o nosso vilão interno. Foi nítido que aprendemos muito com os jogos anteriores, mas não mostramos a mesma garra e vontade. Eu, particularmente, me sentia desligada. Meu corpo estava lento e não acompanhava os comandos rápidos do cérebro. Foi justo sermos vencidas, mas a diferença do placar poderia ser menor. Não me abati com meus erros. Pelo contrário, junto à equipe, trabalhei para aprender muito com eles e usá-los a nosso favor para o que ainda estava por vir. O domingo estava apenas começando.


Enquanto nos concentrávamos e discutíamos as melhores táticas para nosso embate final no circuito, observamos os jogos que estavam acontecendo. Acho que o rugby no Brasil está com uma qualidade incrível. Foi uma aula particular assistir às outras equipes. Um sonho poder ver e estar perto dos melhores atletas do Brasil. Um pouco de tietagem não faz mal para ninguém. Vi muitos lances admiráveis e muitas partidas de arrepiar. Observei novas tendências e formas diferentes de jogar. Reconheci nos outros times os nossos erros e os nossos acertos. O grupo traçou mentalmente uma meta para se atingir. A experiência de se participar de um circuito é inigualável.

Sabíamos que não jogaríamos contra o mesmo Jacareí de sábado. Era um grupo, que assim como nós, estava muito motivado e tinha amadurecido muito durante o torneio. Não entramos em campo com o pensamento que levaríamos a melhor, pois não sabíamos exatamente o que nos esperava. Tivemos a certeza que elas nos surpreenderiam. Foi isso que aconteceu. O BHRF jogou perto do in-goal das adversárias durante a maior parte do tempo, porém as Jacareí estavam muito melhor organizadas e a defesa das meninas funcionou muito mais. O BH teve um bom desempenho no primeiro tempo, mas só jogou com tudo que sabe no segundo. 10 x 0 com tries de Gracinha e Tica. Um jogo excelente e muito disputado. Foi ao final dele que aquela certeza de estar no caminho certo bateu em mim. Foi muito emocionante.

Depois disso, assistimos a mais disputas e torcemos pelos times com os quais temos mais afinidade. Nós nos divertimos muito e encerramos o circuito com uma sensação de dever cumprido. Eu posso afirmar que sou uma pessoa melhor depois desse circuito, dentro e fora dos gramados. Procuro o aprendizado no rugby, o que me deixa um ser mais humano, pois o rugby é mais que um esporte, é parte da minha identidade pessoal. Como equipe, temos muito o que aprender e trabalhar, mas vimos que não falta disposição e comprometimento. A atuação de destaque vai para o time todo. Se chegamos aonde chegamos, foi por causa de todas. A nossa amizade, carinho e companheirismo extrapolam as medidas do campo. Essa é a nossa receita para o sucesso obtido. Mas queremos ir além. Se o rugby é um lugar onde nos sentimos acolhidas e protegidas como numa casa, o BHR com certeza é a nossa família.