UM CLUBE, UMA NAÇÃO.

Por Daniel Alejandro “Cabezón” Marolla

Ainda estou com dores no corpo todo, com um olho roxo e marcas do Power 30 deste ano. Um jogo com o melhor nível em 7 anos e que me encheu de orgulho poder jogar. Não apenas por ser um jogo entre amigos, e com uma rivalidade linda e inigualável, mas também porque vejo que não apenas evoluímos como instituição, evoluímos também, a cada ano, como família e como um grupo formador de homens e mulheres de bem.

O Rugby é uma ferramenta incrível para ensinar a superar barreiras, para controlar a dor e os nervos em situações de muita pressão, valorizar as virtudes dos homens e explorá-las em favor do bem comum. Quando a gente enxerga o jogo como um veículo e não apenas como um simples jogo, ele fica muito mais bonito, agradável e humano. Um esporte que não prepara homens simplesmente fisicamente para um combate desportivo, mas também para afrontar essa montanha russa que é a vida.


Este ano, vi um BH Rugby desenvolvido no seu “par de médios”, da nossa diretoria e conselho, que a cada ano buscam a tomada de melhores decisões para o desenvolvimento da instituição, “dos forwards”, o corpo técnico, que tem que procurar novas formas de avançar, de educar brincando, de empurrar pra frente e manter essa vontade de jogar, de preparar fisicamente e tecnicamente esses moleques para que eles possam encarar qualquer adversidade. E finalmente “dos Backs”, esses caras que correm e se divertirem com a bola, pelos quais todos trabalhamos e suamos a camisa, porque sem jogadores nada tem sentido e tudo é feito para eles.


Como irão ver, tudo na vida é como um jogo de Rugby e tudo na vida se encara como tal. Nada conseguimos sozinhos e tudo se trabalha em equipe.

Mais um ano de BH Rugby para aprender com vocês, mais um ano de gargalhadas, amizades, viagens, camaradagens, zoeiras, triunfos e derrotas… Mais um ano de construção.

Alguns dos atletas responderam como foi esse 2011 para eles e percebemos que um objetivo maior está sendo cumprido ano após ano:

 “Como o Rugby marcou teu 2011?”

Essa é uma pergunta difícil… Não sei se poderia separar algo marcante nesse ano especificamente, pelo menos não mais marcante que os outros anos. Poderia dizer que foi bom ganhar o campeonato mineiro pela segunda vez… Que foi legal ter disputado o Super 10 e ter feito uma boa campanha, apesar de vencer “apenas” um jogo… Poderia ressaltar a preparação física diferenciada desse ano… Daria pra falar da Copa do Mundo… Poderia citar diversas pequenas conquistas, que talvez se tornem algo grandioso… Mas acho que não posso… A verdade é que eu tenho o privilégio de jogar Rugby amador, na pura acepção da palavra. Sinceramente, pra mim, pouco importam as conquistas, as vitórias, os resultados, as copas do mundo, os jogos profissionais, por mais que sejam importantes em um contexto global… Eu jogo Rugby porque me divirto, eu jogo pelos meus amigos, eu jogo porque quero jogar, simples assim… Talvez seja isso, talvez o Rugby tenha marcado meu 2011 por ter sido mais um ano em que pude desfrutar desse prazer.

Thiago “Naripotter” Freire


O rugby marcou o ano de 2011 porque deixou de ser somente algo bom para ser fundamental, filosofia de vida dentro e fora dos gramados. 2011 de muitas felicidades e o Rugby como protagonista.

Ana Luiza Zico Alves

Depois dos estudos, o Rugby para mim foi uma prioridade. Talvez tenha sido o meu tempo mais bem gasto e o meu esforço mais bem recompensado nesse ano. Em 2010, o Rugby mudou minha vida e em 2011 revelou meu potencial e motivou sonhos. O Rugby permitiu que eu competisse em alto nível, permitiu que eu fosse considerado um atleta e não um quebrador de barreiras ou superador de limites. O Rugby em 2011 possibilitou que eu alimentasse amizades e fizesse a diferença na vida de outras pessoas. O Rugby em 2011 me fez evoluir fisicamente e mentalmente, revelou uma perspectiva de vida que nem imaginava. O Rugby em 2011 me tirou da inércia.

                                                                   Marcel Souza

É dificil de falar como me marcou, foi algo novo que apareceu na minha vida, apareceu por acaso e acabou sendo extraordinário. Nesse pouco tempo que descobri o rugby, conheci um esporte incrível, conheci novos lugares e, o mais importante, conheci pessoas maravilhosas e fiz novas amizades.

 Rodrigo “Nichele” Toscano


 2011 foi mais um ano para ter a certeza do valor que o rugby tem em minha vida! Com todas as mudanças, foi aqui que encontrei a amizade e a oportunidade de esvaziar a cabeça de todos os problemas, além de redescobrir experiências que já haviam se perdido da minha rotina. Também, 2011 foi marcado por bons jogos e ganho de experiência de todo o grupo que, para mim, teve um gostinho especial, por ter recebido a missão de capitanear a equipe feminina do BH Rugby, o que me permitiu aprender ainda mais a lidar com as adversidades!

Janine Celi Linhares de Avila

Tinha passado por um período um pouco conturbado e foi logo depois disto que por coincidência entrei para o Rugby. Neste pouco tempo que estou jogando, há quase 1 ano, percebi várias modificações tanto físicas e psicológicas. Posso dizer que o rugby me fez ser mais disciplinado com tudo a minha volta. Encontrei amigos no rugby e a recepção que todos deram foi ótima, tive oportunidade de viajar para alguns lugares, conheci os mais variados tipos de pessoas, joguei e fiz muita farra, enfim, me diverti bastante neste pouco tempo no esporte. Espero em 2012 poder contribuir para o Belo Horizonte Rugby e para o Rugby em geral e ainda poder aproveitar ao máximo.

Marcelo “Coisinha” Duarte Trevisani

Vídeo: Carnakombi

Em 2011, o rugby, pra mim, representou muitas mudanças. Foi por causa dele que eu resolvi ficar em Belo Horizonte, quando antes pensava em voltar pra São Paulo. Também abri mão de uma carreira militar para continuar jogando. Além disso, o clube se tornou uma espécie de segunda família, me ajudando a passar por momentos difíceis, estando longe de casa, e me ensinando mais coisas sobre mim e sobre as outras pessoas do que eu jamais esperaria.

Thais  Lombardi Scavazzini


De todos os esportes que pratiquei foi o mais intenso pela união entre nossos atletas, é uma coisa mútua. Aprendi a ser uma pessoa mais companheira com os outros, conheci outras pessoas que me marcaram demais.

O espírito do rugby me mostrou um outro lado do esporte que não conhecia: o lado de ser guerreiro, o espírito de ser competitivo. Meus amigos atletas pensam da mesma forma. Amamos o rugby e vamos bater cadeiras ate ficarmos velhos, pois o esporte é demais. Nosso aprendizado foi muito bom, ou melhor, ótimo! BH força; BH raça; BH rugby!!!

Carlos Eduardo Moreira

Vídeo: Boliche

Temos um clube amador na sua essência, que fomenta o melhor do Rugby e vive isso com orgulho. Apesar de disputarmos o último lugar do Super 10, não tivemos incondutas em campo e terminamos o torneio sem cartões e sem penalizarmos nenhum atleta. O time feminino e o time de cadeirantes cresceram notavelmente e conseguimos firmar as categorias de base. Temos que agradecer a CEMIG e a Cia. Athletica, assim como a Lei de Incentivo, porque eles foram uma corda bem importante na nossa escalada.

Temos um clube cheio de brincadeiras, alegrias e saúde, que respeita as diferencias físicas, sociais, raciais, religiosas e sexuais. Conseguimos conviver com essas diferenças de uma forma pouco comum em outros âmbitos sociais. Isso é o que me orgulha do nosso clube, do nosso lar. Não somos o melhor clube do mundo, mas eu, pessoalmente, acho que estamos num bom caminho e um dos responsáveis por isso acontecer é você que está lendo esta matéria agora… Obrigado a você também!


Longa vida ao BH Rugby!

Um Feliz Natal aos que acreditam em Cristo e um 2012 cheio de amizades, viagens, desafios e muito Rugby para nós!.

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EM by Alessandro Travassos | BH Rugby

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