Floripa Sevens: união, superação, evolução!

O rugby é um esporte único, automotivante! O clima fraternal, a filosofia, os terceiros tempos e, porque não, os treinos são o que nos motivam a permanecer no esporte. Mas não há nada mais estimulante, mais emocionante que um campeonato. Ver tantas outras pessoas, tantos outros times, todos falando e respirando rugby é uma experiência única. Acho que a máxima futebolística: “treino é treino, jogo é jogo”, se encaixa bem aqui. Não há nada como uma partida de rugby. Sentir a adrenalina e entregar-se por completo em prol do time é, por incrível que pareça, fantástico!

Mais uma vez chegamos a etapa de Florianópolis do circuito de Sevens com o objetivo de fazer o nosso melhor. A descontração da viagem deu lugar à concentração do pré-jogo. Acho que a frase mais marcante que ouvi foi: “Hoje vamos deixar nosso pulmão no campo!”. E foi isso que fizemos!

a

Foto Maíra Vieira

Falando do físico, a melhora do BHRF é visível. Defendemos como nunca, o que significou derrotas menos elásticas para times mais fortes e vitórias mais expressivas contra times em “pé de igualdade” conosco (mais fracos).

Para coroar nossa participação, tive a felicidade de presenciar uma das melhores partidas que o nosso BHRF já fez! Foi uma vitória apertada e de virada sobre o time do Lions (10×7), conquistada com um try no último minuto de jogo! Tenho que confessar que nessa partida jogamos como um time de 15. Tomamos o primeiro try, convertido, em uma jogada rápida na ponta, logo no 1° tempo. Mas não desistimos! Fomos para cima e, logo no início do 2° tempo iniciamos uma sequência de rucks que culminou com nosso primeiro try. Foi visível a nossa felicidade por conseguir reagir e a apreensão do time adversário. Elas não acreditaram que iríamos buscar a vitória, e pareciam certas de que a qualquer tempo poderiam decidir a partida.

Mas aquele era o nosso dia, e mais uma vez o físico também colaborou para nosso sucesso. Faltando um minuto para o fim da partida tivemos um penal a nosso favor e vi nossa “assistente técnica” gritando para o time que esta era a última “bola do jogo”. A partir daí foram passes de bola, choques e rucks ganhos. Devem ter sido umas sete fazes até o try que saiu no outro lado do campo, das mãos de nossa centro. Inacreditável! I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL! Quando dei por mim já estávamos nos abraçando e comemorando como um título.

Realmente, o que importa no rugby é jogar o seu melhor. Mas quando este dever cumprido é coroado com a vitória, é realmente muito bom. Foi o que sentimos neste torneio, foi a sensação com a qual voltamos e que nos alimenta a continuar treinando para aprimorar cada vez mais o nosso rugby.

Em campo, mais que qualquer outra coisa, o que nos motiva é olhar para o lado e ver sua companheira de time se esforçando ao máximo, dando toda a energia e confiante de que você fará o mesmo. Temos um time coeso, apesar de novo, composto por pessoas sensacionais, atletas em franca ascensão.

Gracinha: força. Sempre uma fortaleza. Nossa linha de frente.

Renata: persistência. Assumiu bem uma função de muita responsabilidade para uma novata.

Joana: precisão e experiência. Frieza em todos os momentos.

Tica: ousadia. Não se intimidou mesmo diante de grandes obstáculos.

19: tanque. Nossa capitã e o coração do time. Superação e emoção sempre.

Janine: segurança dentro e fora de campo. Uma atleta completa, da ponta ao pilar.

Neli: superação e versatilidade. Mesmo lesionada assumiu com sucesso a posição de centro.

Thais: surpresa. Estreou e surpreendeu, participando ativamente do jogo contra as campeãs do torneio.

Zico: coragem. Superou sua ansiedade e foi pro jogo em prol do time.

Sensação: disposição. Mostrou-se disposta e com o time no coração.

Chaves: caixinha de surpresas. Ao mesmo tempo que parece ser uma novata, saiu do jogo aplaudida como uma veterana.

Mel, Rita e Tristeza: apoio incondicional, logístico e psicológico. Esperamos vocês em campo.

Maíra: doação. Mesmo lesionada às vésperas do torneio, acompanhou o time e eternizou em fotos incríveis momentos sensacionais do rugby.

O rugby nos ensina muitas coisas, e muitas delas podemos e devemos levar para nossas vidas.  Os torneios, além de proporcionar prazer, também nos ensinam muito: a ter coragem, a superar os limites em cada partida, a pensar coletivamente. Neste, em especial, aprendemos que a concentração é importante, mas a auto cobrança exagerada é prejudicial. Há vezes em que o melhor a fazer é relaxar e jogar o nosso rugby, fazendo o que sabemos, o que estamos acostumadas a fazer. Aprendemos também que vale a pena insistir nos treinos duros, repetitivos e sempre cansativos eis que nos rendem bons frutos nos campeonatos.

Enfim, se tivesse que sintetizar a experiência e o aprendizado deste fim de semana eu diria: superação, por si e por quem está ao seu lado; isso é o rugby!

a

Fotos Maíra Vieira

EM by Alessandro Travassos | Rugby Brasil

comentários